• publicado em 31.08.2011
  • Rendimento médio do trabalhador
  • Cai pelo 8º mês, aponta Dieese
  • O rendimento médio real dos ocupados (descontada a inflação) caiu 0,5% no país em junho, chegando a R$ 1.356. Já o dos assalariados ficou em R$ 1.409. Esta é a oitava queda mensal consecutiva, segundo pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em sete regiões metropolitanas e divulgada nesta quarta-feira (31).

    Na análise por região metropolitana, o rendimento médio dos ocupados reduziu-se em três dos sete locais. A maior redução foi apurada em Belo Horizonte, com queda de 3%, para R$ 1.355. Porto Alegre e São Paulo também tiveram queda; de 0,8%, para R$ 1.402, e 0,5%, para R$ 1.460, respectivamente.

    A remuneração média dos ocupados subiu em Fortaleza (1%, a R$ 902), Recife (1%, a R$ 986), Distrito Federal (0,8%, a R$ 1.941) e Salvador (0,5%, para R$ 1.052).

    "A queda no rendimento médio coloca em dúvida toda a robustez econômica conquistada em 2010. Sazonalmente no segundo semestre a tendência é de alta do empreago e da remuneração, mas não podemos dizer o que vai acontecer neste ano", analisa Patrícia Costa, técnica do Dieese.

    Segundo a técnica, como 2010 foi um ano atípico, de forte crescimento, este ano pode ser de ajuste. "Por isso não é possível prever ainda como será o segundo semestre. Há uma insegurança que pode influenciar em investimentos e contratações."

    12 MESES

    Entre junho de 2010 e junho de 2011, o rendimento médio real cresceu 0,5% para os ocupados, e 0,3% para os assalariados, segundo a pesquisa.

    Regionalmente, no mesmo período, o rendimento teve retração em Belo Horizonte (7,4%), Salvador (6,7%), Distrito Federal (3,6%). Houve crescimento no rendimento dos ocupados em: Recife (7,5%), São Paulo (3,5%),Porto Alegre (1,4%), Fortaleza (1,1%).

    Segundo a Seade e o Dieese, a população ocupada exclui os trabalhadores assalariados e os empregados domésticos que não tiveram remuneração no mês, além dos trabalhadores familiares sem remuneração e os trabalhadores que ganham exclusivamente em espécie ou benefício.

    Fonte: Folha