• publicado em 29.08.2011
  • Pesquisa do BC
  • aponta 4ª queda seguida na expectativa para PIB do País
  • Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também reduziu a sua expectativa de crescimento da economia brasileira - de 4,5% para 4%

     

    O mercado financeiro cortou sua previsão para o crescimento econômico brasileiro neste ano pela quarta semana seguida. De acordo com a pesquisa Focus, do Banco Central (BC), a perspectiva para o Produto Interno Bruto (PIB) passou para 3,79% ante 3,84% na semana anterior. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também reduziu a sua expectativa de crescimento da economia brasileira - de 4,5% para 4%.

    O prognóstico para o ano que vem, apontado pela Focus, também caiu, de 4% para 3,90%.

    A pesquisa do BC mostrou ainda que, após três semanas seguidas de queda nas previsões, a mediana das expectativas para o IPCA em 2012 foi mantida em 5,20% na semana passada. Há um mês, esse número estava em 5,30%. Apesar da sequência interrompida nesta semana, a expectativa dos analistas para a inflação no próximo ano segue acima do centro da meta de inflação perseguida pelo BC, que é de 4,50%.

    Para 2011, a previsão para a alta dos preços foi na direção contrária e a mediana subiu de 6,28% para 6,31%, na segunda elevação seguida, o que fez a previsão para o IPCA neste ano retornar ao mesmo patamar de quatro semanas atrás.

    Top 5

    No grupo dos analistas que mais acertam as projeções coletadas semanalmente pelo BC, o chamado Top 5, a mediana das previsões para o IPCA em 2012 subiu de 5,09% para 5,10%. Mesmo com a ligeira elevação, a expectativa segue inferior à registrada há um mês, quando estava em 5,30%. Para 2011, esse grupo de analistas aumentou a previsão para o IPCA, de 6,30% para 6,34%, na terceira elevação seguida. Há um mês, a previsão era de 6,24%.

    O mercado financeiro elevou a projeção para a inflação em 2011, segundo o boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central (BC). Já a projeção para a inflação em 2012 foi mantida.

    De acordo com a pesquisa, a expectativa para a inflação oficial neste ano subiu de 6,28% para 6,31%, em um patamar distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

    A projeção para a inflação em 2012 foi mantida em 5,20%. A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto de 2011 subiu de 0,30% para 0,32%. A estimativa para o IPCA de setembro foi elevada de 0,37% para 0,38%.

    O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 de 3,84% para 3,79%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem a projeção para o crescimento da economia foi reduzida de 4,00% para 3,90%.

    A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 seguiu em 2,96%. Para 2012, a projeção para a expansão da indústria caiu de 4,34% para 4,30%.

    Juros e dólar

    De acordo com a pesquisa Focus, os analistas mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011 em 12,50% ao ano. Atualmente, a taxa está em 12,50% ao ano. Já a projeção para a Selic no fim de 2012 caiu de 12,50% para 12,38% ao ano.

    Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,60, mesmo patamar estimado na semana anterior. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 foi mantida em R$ 1,60. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio foi mantida em R$ 1,65.

    Contas externas

    A previsão do mercado financeiro para o déficit em conta corrente neste ano caiu de US$ 57,97 bilhões para US$ 57,93 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos estimado caiu de US$ 68,90 bilhões para US$ 68,63 bilhões.

    A previsão de superávit comercial em 2011 subiu de US$ 22,80 bilhões para US$ 22,90 bilhões. Para 2012, a estimativa para o saldo da balança comercial foi mantida em US$ 12,10 bilhões.

    Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011 em US$ 55 bilhões. Para 2012, a previsão seguiu em US$ 50 bilhões.

    Fonte: Estadão