• publicado em 19.08.2011
  • Brasil Maior “não remove montanhas”
  • Diz presidente de sindicato catarinense
  • Empresas da região Oeste de SC devem economizar apenas 0,5% com política industrial

    O presidente da Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (Amoesc) e do Sindicato das Indústrias Madeireiras, Moveleiras e Similares do Vale do Uruguai (Simovale), Osni Verona, afirmou que o Plano Brasil Maior terá impactos mínimos na economia das empresas do Oeste Catarinense.

    "As grandes empresas com alta tecnologia irão pagar a conta. Ficará mais caro porque não agregam muita mão de obra e, com 1,5% sobre o faturamento, custará muito mais do que pagar o INSS sobre a folha de pagamento de seus funcionários", comentou Verona por meio de nota.

    Os empresários da região estão calculando para verificar qual nível de desoneração as medidas da nova política industrial irá causar. O presidente dos sindicatos patronais informou que uma empresa com faturamento atual de R$ 2 milhões economizará em torno de 0,5%, o que representa R$ 10 mil.

    De acordo com Verona, "isso é uma sementinha de mostarda muito insignificante, porém, é um começo, mas não “remove montanhas” como o governo pensou que vai dar um grande impacto”.

    Plano Brasil Maior

    O governo federal anunciou oficialmente no dia 02 de agosto a nova política industrial batizada de Plano Brasil Maior. Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se com ministros, políticos e empresários do setor produtivo nacional e assinou um pacote de medidas provisórias com o objetivo de retomar o desenvolvimento industrial do País.

     A intenção com o plano é estimular a competitividade da indústria brasileira em um contexto em que o real está valorizado frente ao dólar – o que gera obstáculos às exportações de manufaturas -, facilitar acessos a investimentos via o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e incentivar processos de inovação nas empresas.

    Parte dos planos do governo contempla um projeto piloto, que será avaliado até dezembro de 2012, e deve desonerar setores de calçados, têxtil, softwares e móveis. Empresas destes segmentos industriais não serão mais taxadas com os 20% de INSS sobre a folha de pagamento.

    Em contrapartida, o governo irá incidir uma nova taxa de 1,5% sobre seu faturamento bruto (exceto para softwares, que será de 2,5%). Tais medidas irão contemplar apenas companhias com regime de lucro real e presumido, o que deixa de fora micro e pequenas empresas.

    Fonte: Emobile