• publicado em 17.08.2011
  • Criação de vagas de trabalho
  • Desacelera em julho, segundo Caged
  • Conforme Ministério do Trabalho, impacto foi maior na indústria de transformação

    A criação de vagas de trabalho com carteira assinada desacelerou na economia brasileira em julho, em mais um sinal de desaquecimento da atividade doméstica, mostraram dados divulgados na terça-feira (16/08) pelo Ministério do Trabalho.

    No mês passado, foram gerados 140.563 postos formais, contra 182 mil postos em julho de 2010 uma queda de 23%. Em junho, a criação de vagas havia somado 234 mil, segundo dado revisado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

    O ministro Carlos Lupi afirmou que o número de julho sofreu o impacto de uma retração das contratações da indústria em meio ao acirramento da concorrência internacional. Sua expectativa, contudo, é que em agosto a geração de empregos volte a ganhar fôlego e supere julho "com certeza absoluta."

    "O resultado de julho não foi tão bom como eu gostaria que fosse", afirmou Lupi a jornalistas. "Mas não é nada que signifique uma tendência, foi apenas o comportamento de alguns setores.” Segundo o ministro, o emprego doméstico não sofreu impacto direto do aumento recente da turbulência internacional.

    A indústria de transformação foi o setor que apresentou o pior desempenho relativo para o emprego no mês passado, com a criação de 23.610 postos, alta de 0,29% sobre o estoque.

    Em junho, último dado divulgado pelo IBGE, a atividade industrial recuou bem acima do esperado por analistas, na esteira do aperto monetário promovido pelo governo desde janeiro.

    Sazonalmente, o emprego formal sofre o efeito de demissões de trabalhadores do setor de educação em julho, mês de férias escolares. No mês também há desaceleração de contratações do setor agropecuário em meio à entressafra das regiões Sul e Sudeste, segundo Lupi.

    O ensino foi a única categoria do setor de serviços a registrar fechamento de postos em julho, com redução de 8.289 vagas. O setor serviços com um todo gerou 45.961 vagas, com alta de 0,31%.

    Na agricultura foram criados 13.647 postos, com alta de 0,8% sobre o estoque.
    Ao anunciar o dado de junho, há um mês, Lupi havia previsto que a criação de empregos em julho superaria o dado preliminar do mês anterior de 215 mil vagas.

    No acumulado do ano, foram abertas 1.593.527 vagas, em dado ajustado que incorpora vagas declaradas fora do prazo. O ministério tem como meta a criação de 3 milhões de vagas no ano.

    Fonte: Emobile