• publicado em 10.08.2011
  • Busca dos consumidores por crédito
  • Cai 1,2% em julho, aponta Serasa
  • É a segunda queda mensal seguida do indicador.
    Maior queda ocorreu na faixa de R$ 1 mil a R$ 2 mil por mês, de 1,5%.

    A quantidade de pessoas que procurou crédito caiu 1,2% em julho na comparação com junho, a segunda queda mensal seguida, aponta o indicador Serasa Experian da demanda do consumidor por crédito, divulgado nesta quarta-feira (10).

    Na comparação com julho de 2010, a demanda aumentou 9,3%, a segunda menor taxa de crescimento em 13 meses. No acumulado do ano, o aumento foi de 13% superior ao verificado entre janeiro e julho de 2010.

    Para os economistas da Serasa, o fato da demanda do consumidor por crédito ter recuado, em julho, pelo segundo mês consecutivo é um sinal de que o atual ciclo de aperto monetário (aumento dos juros e a adoção de medidas macroprudenciais de restrição ao crédito) deverá produzir menor ritmo de expansão do crédito ao consumidor ao longo da segunda metade deste ano.

    Com exceção dos consumidores de baixa renda (que ganham até R$ 500 por mês), que registraram alta de 0,5% na demanda por crédito, todas as demais camadas de renda reduziram as procuras.

    A maior queda foi verificada pelos consumidores que ganham entre R$ 1 mil e R$ 2 mil por mês (recuo de 1,5%) e a menor foi observada pelos consumidores com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 10 mil (queda de 1%).

    No acumulado dos primeiros sete meses do ano, os consumidores que ganham até R$ 500 por mês lideram: a expansão registrada por esta classe de renda é de 31,1%. Em segundo lugar, aparecem os consumidores que ganham entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês, com alta de 18%.

    O menor ritmo de crescimento foi registrado pelos consumidores com renda entre R$ 1 mil e R$ 2 mil: alta de apenas 7,2% em relação aos primeiros sete meses de 2010.

    Análise por região

    A única região que registrou crescimento em julho foi a Centro-Oeste (alta de 1,3%). Na região Norte houve estabilidade e nas demais regiões foram registradas quedas, sendo que as maiores ocorreram no Sul (-1,7%) e Sudeste (-1,8%).

    Fonte: G1