• publicado em 29.07.2011
  • Após dois dias de alta,
  • dólar muda de direção e cai
  • Mercado segue atento a pronunciamento de Obama sobre dívida dos EUA.
    Na véspera, divisa americana subiu 0,57%.

    Vendedores apareceram e o dólar, que iniciou os negócios desta sexta-feira (29) no território positivo, começou a cair. O impasse nos Estados Unidos entre Casa Branca e republicanos com relação ao teto da dívida americana pesa negativamente sobre o preço da moeda americana.

    A Casa Branca divulgou que o presidente Barack Obama fará uma declaração sobre o assunto ainda nesta manhã.

    Por volta das 12h05, o dólar comercial caía 0,63%, cotado a R$ 1,556 na venda.

    Os republicanos da Câmara dos Estados Unidos tentam nesta sexta-feira, pelo terceiro dia consecutivo, aprovar o projeto sobre o teto da dívida, que quase não tem chance de sobreviver no Senado, mesmo com a aproximação da data-limite para evitar um potencial default do governo.

    O porta-voz da Câmara americana, John Boehner, republicano de Ohio, sofreu um revés ontem, quando teve de adiar a votação de sua proposta para ampliar a capacidade de financiamento do país e reduzir o gasto federal em quase US$ 1 trilhão. 'Obviamente, não tivemos os votos', comentou David Dreier, republicano da Califórnia, depois de Boehner e a liderança do partido passar horas tentando conseguir apoio de conservadores rebeldes.

    Na agenda de indicadores, a notícia de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 1,3% no segundo trimestre deste ano, em termos anualizados, decepcionou o mercado. Analistas esperavam alta de 1,8% do PIB. Além disso, a expansão do primeiro trimestre sofreu forte revisão para baixo, de 1,9% para 0,4%.

    Na Europa, a Moody's Investors Service colocou o rating 'Aa2' da Espanha em revisão para possível rebaixamento, em razão das contínuas pressões de financiamento enfrentadas pelo governo do país e dos desafios trazidos pelos esforços de consolidação fiscal em um ambiente de fraco crescimento e descompromissos fiscais entre várias administrações regionais.

    Fonte: G1