• publicado em 27.07.2011
  • Fabricantes do Rio Grande do Sul
  • Sofrem com exportações para Argentina
  • Empresas alegam a demora na liberação de licenças emitidas pelo governo do País vizinho

    Empresas fabricantes do Rio Grande do Sul enfrentam desde 2008 dificuldades para exportar para a Argentina. Os problemas enfrentados estão na liberação de licenças, emitidas pelo governo argentino, para a entrada de móveis brasileiros no País vizinho.

    A Móveis Carraro, Bento Gonçalves (RS), tem sofrido com quedas sucessivas nas vendas para a Argentina em virtude desta dificuldade. Segundo o analista de gestão da Carraro, Cleberton Ferri, as licenças que o governo argentino deveria emitir em no máximo 60 dias, tem demorado entre 120 e 180 dias.

    O analista da Carraro explica que essas demoras implicam em vários problemas. "Isso tem nos prejudicado muito. Nós não faturamos e eles não estão vendendo. Além disso, na hora da produção o móvel possui um preço, e no momento que é emitida a liberação o valor já é outro". Desde o ano que este problema iniciou 2008, a Carraro tem registrado quedas sucessivas nas exportações para a Argentina.

    Porém, uma empresa que preferiu não se identificar, relatou que o período de demora para a emissão das licenças depende do tamanho do cliente na Argentina. Esta empresa possui dois compradores no País vizinho – um de grande porte e outro de pequeno porte – e a liberação de suas mercadorias têm sido concedidos na média de 75 dias. Já o cliente menor tem licença liberada em cerca de 180 dias.

    Ferri relata que não tem visto muita iniciativa por parte do governo dos dois Países ou de entidades sindicais para resolver esta questão. "De vez em quando vejo na televisão alguma coisa sobre o assunto, também recebemos alguns e-mails da Movergs, mas até agora não há nada de concreto".

    A Politorno Móveis, de Bento Gonçalves (RS), também está passando por dificuldades. Segundo as informações da auxiliar de vendas da empresa, Thami Boaro, algumas licenças têm sido expedidas no tempo normal, mas há outros pedidos excedendo o tempo. "Temos pedidos de licença realizados em fevereiro que ainda não foram autorizados". Thami revela também que há dois pedidos parados sem a autorização. "Temos uma carga parada na empresa e outra na transportadora", conclui Thami.

    Fonte: Emobile