• publicado em 10.06.2011
  • Vendas no varejo
  • Têm queda de 0,2% em abril ante março, diz IBGE
  • Na comparação com abril de 2010, no entanto, houve alta de 10%; resultado veio dentro do esperado pelo mercado

     

    As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 0,2% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam um desempenho entre uma queda de 1,40% e uma expansão de 0,80%, mas ficou abaixo da mediana projetada, de +0,30%.

    Na comparação com abril do ano passado, as vendas do varejo tiveram alta de 10,0% em abril deste ano. Nesse confronto, as projeções variavam de uma alta de 7,70% a 12,20%, com mediana de 11,00%. Até abril, as vendas do setor acumulam altas de 7,6% no ano e de 9,5% nos últimos 12 meses.

    O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista subiu 0,3% no trimestre encerrado em abril ante o terminado em março.

    O IBGE revisou a taxa de variação das vendas do comércio varejista em março, na comparação com o mês anterior. O volume de vendas foi recalculado de 1,2% para 1,0%.

    Receita

    O comércio varejista registrou um aumento de 0,4% na receita nominal em abril, na comparação com março. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de 15,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    No ano, a receita nominal do varejo acumula uma alta de 12,6%. Em 12 meses, a variação foi de 13,7%. A média móvel trimestral aponta uma expansão de 0,8% na receita nominal.

    Varejo ampliado

    O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, teve crescimento de 1,1% no volume de vendas em abril, frente a março, na série com ajuste sazonal. Também houve aumento na receita nominal durante o período, de 0,4%.

    Na comparação com abril de 2010, houve aumento de 11,8% para o volume de vendas e de 14,8% para a receita nominal. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, o setor apresentou variação de 8,2% e 10,2% para o volume e 11,4% e 13,3% para a receita nominal de vendas, respectivamente.

    A atividade de veículos, motos, partes e peças registrou alta nas vendas de 1,7% em abril ante março, o que aponta uma desaceleração no segmento. Na comparação com abril de 2010, a variação foi de 15,5%. No acumulado do ano, houve alta de 8,5%. Em 12 meses, a taxa foi de 10,6%. "Mesmo com essas medidas macroprudenciais do governo, ainda se tem uma facilidade muito grande para a aquisição de automóvel novo. Principalmente quem já tem carro, dá o seu de entrada e consegue tirar um zero", comentou Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio.

    Já a atividade material de construção teve alta de 0,2% em abril no volume de vendas. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta foi de 9,5%. No acumulado do ano, houve expansão de 12,5% e, em 12 meses, de 14,5%. Foi a segunda maior variação acumulada do ano entre as atividades pesquisadas. O crescimento é explicado pelo crédito à casa própria, pelos investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, pela manutenção do emprego e do nível de renda, além das medidas de renúncia fiscal, por conta da crise financeira de 2008, que foram prorrogadas pelo governo, informou o IBGE.

    Fonte: Estadão