• publicado em 03.06.2011
  • Chefe e colegas
  • Não devem ser ignorados no Facebook, dizem consultoras
  • O Facebook tem 500 milhões de usuários. Alguns podem ser seus colegas de trabalho, seu chefe e outras pessoas com as quais você não se sente à vontade para compartilhar as fotos das férias ou o vídeo da festa do fim de semana.

    O que fazer, então, se você recebe um pedido de uma delas para ser seu amigo no Facebook?

    O blogueiro de tecnologia Henrique Martin tem a resposta na ponta da língua: "não aceito". Ele considera a rede uma extensão de sua vida privada e declina pedidos de pessoas que não fazem parte dela.

    Em março deste ano, a DJ Marie Bouret escreveu, no próprio Facebook, um texto a respeito de regras de etiqueta na rede. Na sua opinião, ninguém é obrigado a aceitar o pedido de amizade de alguém na rede social.

    "Uma alternativa é limitar o que essas pessoas podem ver ou como elas podem interagir com o seu perfil."

    O Facebook permite níveis de privacidade em que o usuário escolhe quem tem acesso a que. Por exemplo, é possível configurar um álbum para que apenas os amigos que estão nas fotos vejam (confira abaixo como configurar a privacidade do seu perfil).

    Mesmo assim, é preciso cuidado, pois a ferramenta pode mudar e alguém pode ter acesso a dados supostamente "restritos", alerta Eliane Figueiredo, da Projeto RH.

    Diante da saia justa, alguns usuários deixam os solicitantes "em banho-maria" para decidir depois se aceitam a conexão ou não, afirma Egger. Mesmo assim, é possível que haja sentimento de exclusão por parte do solicitante.

    A consultora de etiqueta no trabalho norte-americana Barbara Pachter oferece uma opção para essa situação: propor conexão via redes voltadas ao mundo corporativo, como o LinkedIn. O importante, assinala, é não ofender o colega.

    Já a consultora de etiqueta Lícia Egger ressalva que é pouco provável que as pessoas não se sintam excluídas. "Acho que não tem muito jeito, é preciso ter consciência de que não se trata de uma rede privada", comenta.

    A regra, segundo Figueiredo, deve ser a discrição. "É melhor postar apenas o que possa ser falado ou mostrado em público, para qualquer um", alerta.

    Fonte: Folha