• publicado em 03.06.2011
  • Produtores de laminados em pet
  • Querem redução de IPI para 5%
  • Deputado e empresários do setor discutiram o tema com o Ministério da Fazenda

    O deputado federal Renato Molling (PP/RS) e Maristela Longhi, conselheira da Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), se reuniram no começo de junho com o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Pablo Fonseca. Participaram também do encontro Alexandre Figueiró e Luis André Schultz, fabricantes de laminados pet.

    O tema da pauta foi a possível redução da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para laminados em pet. Empresários desse setor desejam que a taxa do produto em questão seja de 5% – equalizando-se com a porcentagem aplicada aos demais setores da indústria moveleira – a não mais o 15% cobrado atualmente.

    Em entrevista ao eMobile, Molling disse que o segmento de laminados em pet tem o direito de ser beneficiado com a redução do IPI para 5%, pois além de ser um importante setor da economia, também está classificado como parte integrante do setor moveleiro com um todo.

    O deputado informou que tal pedido já havia sido realizado em sua gestão anterior, quando presidiu a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro, Calçadista e Moveleiro, mas que na ocasião a solicitação não foi atendida. "Portanto, mais uma vez nos reunimos com o Ministério da Fazenda para reforçar o pedido. Acredito que o governo se sensibilizou e irá tomar as devidas providências", disse.

    Para o deputado, dentro de uma única cadeia produtiva não podem existir alíquotas de IPI diferentes, pois a consequência disso é uma concorrência desigual. "Estamos pressionando o Ministério para que a situação seja resolvida o mais depressa possível. As empresas não têm fôlego para suportar essa condição por muito tempo, já que no dia a dia precisam fechar negócios e elas estão vendo seus negócios diminuírem em função disso", afirmou Molling.

    Alexandre Figueiró, diretor-proprietário da fabricante gaúcha de laminados em pet Lamiecco, argumenta que o setor gera empregos direitos e indiretos (contratação de mão de obra para coleta e reciclagem de garrafas pet), além de ser ecologicamente sustentável.

    "Com vista nesses dois aspectos, a nossa produção de laminados também deve ser contemplada com IPI fixo de 5%. Ainda mais porque atuamos com o fornecimento de um importante produto para a cadeira produtiva de móveis", disse. Segundo o diretor, a Lamiecco recicla anualmente mais de 144 milhões de garrafas pet por ano.

    Figueiró disse não ter identificado iniciativa mais consistente por parte do secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda para resolver a questão. "Voltamos à Brasília e não encontramos muita atenção com relação ao assunto. Pretendemos, portanto, acionar outras lideranças políticas para buscar uma maior visibilidade desse pleito", revelou o diretor.

    A reportagem do eMobile entrou em contato com o Ministério da Fazenda, mas não obteve retorno.

    Fonte: Emobile