• publicado em 01.06.2011
  • Desaceleração do crédito
  • Deve terminar no próximo tri, diz Serasa
  • Indicador de perspectiva do crédito ao consumidor cresceu 0,3% em abril.
    No caso das empresas, houve recuo de 0,6%, 7ª queda mensal consecutiva.

    O indicador Serasa Experian de perspectiva do crédito ao consumidor cresceu 0,3% em abril, atingindo o patamar de 99,6, divulgou nesta quarta-feira (1º) a empresa. É a segunda alta mensal consecutiva após uma sequência de dez quedas mensais ininterruptas. O indicador tem a propriedade de antever os movimentos cíclicos da concessão de crédito com seis meses de antecedência e, nesse caso, indica que a desaceleração do crédito deve terminar no próximo trimestre, diz a Serasa.

    “Oscilações deste indicador em região ligeiramente abaixo do nível 100 sinalizam que o atual processo de desaceleração do crédito ao consumidor deverá se encerrar ao longo do próximo trimestre”, avalia a empresa, em nota. Após o período, a Serasa avalia que a economia entra em expansão mais equilibrada, com impactos neutros do ponto de vista da aceleração do crescimento econômico e da taxa de inflação.

    “Os efeitos das medidas macroprudenciais, da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), da elevação dos níveis de inadimplência e da atual trajetória de aumento da taxa básica de juros (taxa Selic) continuarão moderando o ritmo de expansão do crédito ao consumidor durante os próximos meses, completando o seu ciclo de desaceleração”, observam os economistas da Serasa Experian, em nota.

    Indicador das empresas recua

    O indicador de perspectiva do crédito às empresas recuou 0,6% em abril, a sétima queda mensal consecutiva do indicador, atingindo o valor de 99,6.

    Este resultado sinaliza que a atual trajetória de desaceleração do crédito deve provocar um desaquecimento mais visível da atividade econômica, afirma a Serasa, especialmente durante o segundo semestre deste ano.

    Alem disso, a trajetória também exercerá pressões sobre o crédito voltado à atividade produtiva. “Com efeito, num cenário de crescimento menos acelerado da economia brasileira, a demanda das empresas por capital de giro também tende a crescer mais lentamente”, avaliam os economistas.

    Fonte: G1