• publicado em 13.05.2011
  • Separar profissional e pessoal
  • É desafio em empresas familiares
  • Os irmãos Felipe, 36, e Frederico Sanchez Cidral, 38, são sócios em uma rede de pizzaria em Santos (SP). Na mesma cidade, o empresário Fabrício Paulella, 38, é diretor executivo de uma empresa de logística que pertence ao pai. Empreendedores de ramos diferentes que tem em comum um desafio: profissionalizar uma empresa familiar.

    "É um desafio evitar que uma área afete a outra. Quando percebemos que os ânimos estão exaltados e que, por exemplo, outros familiares dão palpite, fazemos reuniões para procurar solucionar o problema", diz Paulella.

    De acordo com ele, não falar de assuntos polêmicos nos encontros de final de semana é uma alternativa para evitar conflitos.

    Para Felipe, dividir tarefas também ajuda na boa administração da empresa. Ele é responsável pela área de eventos, Frederico administra o setor de treinamento de funcionários e o novo sócio e primo, Rogério Lupião, 44, cuida da área administrativa. A empresa tem três unidades e 70 funcionários.

    De acordo com especialistas, contratar uma empregada doméstica no nome da empresa, fazer compras particulares com o lucro da instituição e ficar de cara fechada por brigas em casa são os atritos mais comuns.

    Para eles, não existem fórmulas mágicas, mas definir papéis, diferenciar ambientes, usar fatores positivos como confiança, sentimento de crescimento da empresa, ajuda a conciliar essas duas áreas.

    "Diálogo, negociação e trabalho em conjunto é o caminho de integração entre esses dois ambientes", afirma o professor de empreendedorismo e gestão familiar Irani Cavagnolli, da Trevisan Escola de Negócios.

    Segundo Cavagnolli, enfrentar conflitos e diferenciar família, patrimônio e empresa são a base de sustentação desses empreendimentos.

    Paulo Queija, especialista em gestão empresarial, ressalta a importância da aplicação de técnicas gerenciais para que negócios e família interajam sem se misturar. “Adotar práticas como metas, prazos, organização e governança interna, torna o ambiente de trabalho mais profissional”.

    Fonte: Folha