• publicado em 09.05.2011
  • CNI
  • Coordena grupo para ampliar defesa comercial
  • Representantes do governo e do empresariado devem promover avanços na defesa comercial dos produtos brasileiros

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai liderar grupo de trabalho formado por representantes do governo e do empresariado para promover avanços na política de defesa comercial dos produtos brasileiros. A decisão foi tomada na quarta-feira (04/05) em reunião do Grupo de Avanço da Competitividade (GAC), no Ministério da Fazenda. Foram criadas ainda outras três comissões, que tratarão do sistema tributário, custo de energia e custo Brasil.

    O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, vê a defesa comercial como importante item de competitividade para a indústria. Disse ser um avanço a sugestão de adoção do dumping provisório, pela qual haveria penalização já na denúncia da prática desleal de preços artificialmente mais baixos. "Hoje há uma demora de quase dois anos entre a análise da denúncia de dumping e a penalização, tempo hábil para que os concorrentes externos mantenham e até ampliem o volume das exportações", assinalou.

    Andrade propôs também uma parceria do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) com a Receita Federal para fiscalizar as especificações técnicas dos produtos importados, como ocorre com os produtos nacionais, outra medida em estudo pelo governo, de difícil aplicação, por enquanto, pela escassez de técnicos do Inmetro para a fiscalização.

    A reunião do GAC, coordenada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, discutiu ainda a devolução dos créditos de exportação, a tributação das tarifas de energia elétrica e gás e o comportamento da inflação, entre outros temas.

    Fonte: Emobile