• publicado em 30.03.2011
  • Remuneração média cai 1,7% no Brasil
  • e 2,8% em SP
  • O rendimento médio real da população ocupada caiu 1,7%, para R$ 1.382, em janeiro em sete regiões metropolitanas do Brasil, e se manteve estável para os assalariados (-0,1%), para R$ 1.440.

    Na Região Metropolitana de São Paulo a remuneração dos ocupados ficou em R$ 1.505, queda de 2,8%. Já a remuneração dos assalariados ficou em R$ 1.535, recuo de 0,7%, enquanto os autônomos tiveram a maior redução, de 3,7%, para R$ 1.176.

    Os dados são da pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em sete regiões metropolitanas e divulgada nesta quarta-feira. O índice de desemprego ficou estável em 10,5%, ante taxa de 10,4% registrada em janeiro.

    Alexandre Loloian, coordenador técnico da equipe de análises da Seade, indica algumas fatores influenciaram na redução da remuneração média real. "O aperto da inflação -- já que a remuneração apurada tem descontada o impacto inflacionário --, a queda no rendimento médio dos autônomos e a redução dos salários no setor de serviços, que responde por mais 50% da atividade em São Paulo."

    Loloian ressalta, no entanto, que esses fatores devem ser avaliados de dentro de um conjunto.

    REGIÕES

    A remuneração verificada por região metropolitana, aponta queda do rendimento médio dos ocupados caiu em 2,6% de sete regiões metropolitanas do país. Porto Alegre registrou o maior aumento percentual com os trabalhadores, passando a ganhar, na média, 1,4% a mais, chegando a R$ 1.393.

    Salvador apresentou decréscimo de 2,1%, para R$ 1.089. No Distrito Federal, a queda foi de 0,8%, para R$ 2.098. Em Belo Horizonte, houve leve redução, de 0,2%, para R$ 1.361.

    A remuneração média dos ocupados no Recife também caiu, em 0,6%, para R$ 938.

    Segundo a Seade e o Dieese, a população ocupada exclui os trabalhadores assalariados e os empregados domésticos que não tiveram remuneração no mês, além dos trabalhadores familiares sem remuneração e os trabalhadores que ganham exclusivamente em espécie ou benefício.

    Fonte: Folha