• publicado em 28.03.2011
  • Confiança do consumidor
  • Cai com piora do cenário econômico
  • Índice de Confiança do Consumidor da FGV teve queda de 2% em março ante fevereiro

     

    O consumidor voltou a ficar com humor negativo este mês. É o que revelou nesta segunda-feira, 28, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao divulgar o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que mostrou queda de 2% em março ante mês anterior, após subir 0,8% em fevereiro contra janeiro, na série com ajuste sazonal.

    Com o resultado, o desempenho do indicador, que é calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (sendo que, quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), foi de 122,6 pontos para 120,1 pontos de fevereiro para março.

    Em seu comunicado, a fundação informou que as avaliações sobre o momento atual pelo segundo mês consecutivo pouco se alteraram, mas as expectativas em relação aos meses seguintes tornaram-se menos otimistas. O ICC é dividido em dois indicadores. O Índice de Situação Atual (ISA) mostrou alta de 0,2% este mês, após mostrar avanço de 0,3% em fevereiro. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 3,8% em março após apresentar alta de 1,2% em fevereiro.

    Ainda segundo a fundação, o ICC subiu 7,6% em março deste ano, na comparação com igual mês em 2010. No mês passado, o indicador nesta comparação avançou de forma mais intensa, com alta de 10,9% ante fevereiro de 2010.

    O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 28 de fevereiro e 23 de março.

    Desconfiança

    A desconfiança do consumidor quanto aos rumos da economia brasileira nos próximos meses derrubou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de março, que mostrou queda de 2% contra fevereiro.

    Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), em um universo de mais de 2.000 domicílios entrevistados entre os dias 28 de fevereiro e 23 de março, a fatia dos entrevistados que preveem melhora na economia nos próximos seis meses caiu de 30,9% para 29,2% de fevereiro para março. No mesmo período, subiu de 17% para 21,3% o porcentual de pesquisados que preveem piora no cenário econômico brasileiro, nos próximos meses.

    A FGV informou, porém, que apesar das expectativas menos otimistas, as avaliações sobre o momento atual da economia sinalizam um grau elevado de satisfação por parte do consumidor brasileiro. De fevereiro para março, a parcela de consumidores pesquisados que consideram boa a situação econômica em sua cidade aumentou de 34,1% para 34,7%. No mesmo período, a fatia de entrevistados que classificam como ruim o cenário econômico de sua cidade caiu de 18,1% para 17,3%.

    Fonte: Estadão