• publicado em 18.03.2011
  • Bovespa sobe 1,5% com bom humor mundial
  • Dólar vale R$ 1,67
  • A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) segue com recuperação, acompanhando de perto o desempenho positivo das demais Bolsas de Valores. A intenção do G7 (grupo dos países mais desenvolvidos) em intervir para conter a valorização do iene agradou aos mercados.

    O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, avança 1,55%, aos 67.243 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,38 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, sobe 1,16%.

    O dólar comercial é cotado por R$ 1,673, em queda de 0,77%. A taxa de risco-país marca 180 pontos, número 2,17% abaixo da pontuação anterior.

    Entre as primeiras notícias do dia, o banco central chinês determinou a elevação dos depósitos compulsórios (dinheiro recolhido compulsoriamente) pela terceira vez neste ano, em mais uma medida para controlar a inflação: retirando dinheiro da economia, o governo desestimula a concessão de empréstimos para consumo e investimentos.

    No front doméstico, a FGV apontou uma inflação de 0,59% em março na segunda estimativa prévia do IGP-M (utilizado para o cálculo dos reajustes de aluguéis). Na primeira prévia, a variação foi de 0,88%.

    Ontem, notícias um pouco mais tranquilizadoras sobre a crise nuclear japonesa animaram os investidores, que voltaram às compras. E após o fechamento dos mercados, o G7 (grupo dos países mais ricos) determinou 'uma ação coordenada' para agir sobre os mercados de câmbio e conter alta do iene, que nos últimos dias atingiu seu maior valor desde a Segunda Guerra Mundial, devido às repatriações ocorridas pelo terremoto.

    O BC japonês e outras autoridades monetárias já fizeram intervenções nesse sentido nesta manhã.

    O iene mais alto desestimula as exportações japonesas, e além disso, pondera o G7, 'a volatilidade excessiva' prejudica a estabilidade financeira e econômica do país.

    Fonte: Folha