• publicado em 28.02.2011
  • Confiança da indústria recua
  • Aponta FGV
  • O ICI (Índice de Confiança da Indústria) apresentou redução pelo segundo mês consecutivo, entre janeiro e fevereiro, ao passar de 112,8 para 112,5 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal. O indicador, divulgado nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas), é composto por cinco quesitos contidos na Sondagem de Expectativas do Consumidor.

    Embora o recuo seja suave, em relação ao mês anterior, com a queda o índice chega ao menor nível desde novembro de 2009 (109,6 pontos). Medido em termos de média trimestral, o ICI vem se mantendo relativamente estável nos últimos seis meses, em torno de 113,5 pontos.

    Em fevereiro, o ISA (Índice da Situação Atual) manteve o patamar de 112,1 pontos, o mais baixo desde dezembro de 2009 (111,9). Já o IE (Índice de Expectativas) recuou em 0,7%, para 112,8 pontos, ficando idêntico ao de dezembro de 2010.

    Segundo a FGV, dos quesitos integrantes do índice de confiança que retratam o momento atual, destaca-se, entre janeiro e fevereiro, a continuidade do equilíbrio dos estoques industriais. Em fevereiro, a parcela de empresas que avaliam o nível de estoques como excessivo foi de 5,7%, enquanto a proporção das que o consideram insuficiente ficou em 4,5%. Em janeiro, estes percentuais foram de 6,3% e 4,0%, respectivamente.

    As expectativas dos empresários industriais em relação à evolução da produção nos meses seguintes tornaram-se menos otimistas: o indicador deste quesito ficou em 134,6 pontos, o menor desde agosto de 2010 (131,6). Das 1.128 empresas consultadas, 39,7% preveem aumentar a produção no trimestre fevereiro-abril (contra 43,7% em janeiro) e 5,1% pretendem reduzi-la (contra 4,9%).

    O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada da indústria) baixou de 84,7% para 84,5% entre janeiro e fevereiro de 2011, percentual idêntico ao registrado em novembro passado. Expresso em termos de média móvel trimestral, o Nuci ficou estável em 84,7% nos dois primeiros meses do ano, 0,5 ponto percentual abaixo do nível máximo do ano passado, registrado nos meses de junho, julho e agosto.

    Fonte: Folha