• publicado em 25.02.2011
  • Inadimplência das empresas
  • Recua 0,8% em janeiro, diz Serasa
  • O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas recuou 0,8% em janeiro, de acordo com divulgação da Serasa Experian desta sexta-feira. Desde 2006, o índice não apresentava queda em janeiro na relação com o mês anterior. O levantamento também apresentou queda na variação anual, de 2,1% ante janeiro de 2010.

    Para os economistas da Serasa Experian, a queda na inadimplência das empresas deve-se ao forte crescimento da economia no ano passado, que gerou maior consumo e, consequentemente, aumento da produção. Nessa direção, avaliam os economistas, estiveram as políticas de estímulo econômico para combater os impactos da crise global. "Outro ponto a se destacar, é que a expansão na oferta de crédito para os negócios, também com o apoio do BNDES e dos bancos públicos, deu suporte ao capital de giro e aos investimentos. Além disso, a recuperação gradual das principais economias já dá algum fôlego para as empresas exportadoras."

    A Serasa Experian avalia ainda que a perspectiva é de que a atividade das empresas acompanhe a desaceleração da economia, em decorrência da política monetária restritiva, para controle da inflação. Os juros mais elevados encarecerão os custos dos negócios.

    Na decomposição do indicador, considerando-se a variação de janeiro 2011 frente a dezembro 2010, nota-se que, nesse período, os cheques devolvidos por falta de fundos recuaram 11,8%, dando uma contribuição de 4,1% para a queda do indicador.

    No mesmo sentido, os bancos registraram um decréscimo de 3,8% na inadimplência mensal, resultando em uma contribuição para a queda do indicador de 1%. Do lado oposto, estiveram os protestos, com aumento de 10,8% na variação mensal, dando uma contribuição positiva de 4,3%.

    PORTE

    Na variação mensal, as micro e pequenas empresas foram as únicas que apresentaram queda na inadimplência (1,0%). De acordo com os economistas da Serasa Experian, isto se deve ao fato de a maior parte de seus negócios estarem em serviços e comércio, segmentos característicos de transações de menor valor agregado, em que a demanda do consumidor ainda se mantém relativamente alta.

    Quanto à inadimplência das médias empresas, houve um avanço de 2,0% em janeiro de 2011 sobre dezembro último. As grandes empresas, por sua vez, registraram aumento na inadimplência de 5,1% no primeiro mês do ano, na comparação com dezembro de 2010.

    Na variação anual, todos os portes apresentaram queda. As micro e pequenas tiveram recuo de 1,5%, as médias de 7,5%, e as grandes de 12,6%.

    DÍVIDAS

    Em janeiro de 2011, as dívidas com bancos tiveram um valor médio de R$ 4.781,92, o que representou um aumento de 5,5% sobre igual mês do ano anterior.
    Os títulos protestados, por sua vez, registraram no primeiro mês do ano um valor médio de R$ 1.590,28, resultando em 5,5% de crescimento ante janeiro de 2010.
    Por fim, os cheques sem fundos registraram, em janeiro de 2011, um valor médio de R$ 1.977,65, com 2,3% de elevação, na comparação com o primeiro mês do ano anterior.

    Fonte: Folha