• publicado em 18.02.2011
  • Governo argentino
  • Amplia barreiras contra importações
  • Produtos que precisam de aprovação prévia subiram de 400 para 600 itens

    A ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, decidiu aumentar as barreiras contra as importações, conforme medida publicada na terça-feira (15 de fevereiro). O Ministério de Indústria anunciou a ampliação da lista de produtos atingidos pelo sistema de Licenças Não Automáticas (LNA), de 400 para 600 itens. Este sistema exige a aprovação prévia do governo para a entrada dos produtos no mercado doméstico. A relação de produtos que estão com LNA inclui móveis, metalúrgicos, siderúrgicos, eletrônicos, linhas, tecidos, automóveis de luxo, vidros, bicicletas, motos, entre outros.

    Em entrevista exclusiva ao eMobile, o presidente da Federação Argentina da Indústria de Madeira e Afins (Faima), Pedro Reyna disse que o setor de madeira e móveis argentino tem visões completamente diferentes da ministra Débora Giorgi. “Vemos o Brasil como o maior parceiro econômico da Argentina. O setor de madeira e móveis, por exemplo, mantém um acordo firmado com o Brasil desde 2009 onde nossas parcerias são diariamente fortalecidas pelo volume de negócios amplamente em ascensão” disse Reyna.

    De acordo com Reyna, é preciso fortalecer o processo de integração produtiva entre os dois países acelerando principalmente os processos de importação. “No caso de móveis, nossa produção interna ainda não mantém um volume capaz de ser comercializado para outros países. Conseguimos manter uma produção doméstica, muito pequena. Por isso, o Brasil é um país estratégico que se posiciona com móveis a preços competitivos e de excelente qualidade”, afirma.

    O presidente da Movergs, Ivo Cansan, destaca que os móveis já estavam na lista de 400 itens que não conseguem licença automática de importação na Argentina há mais de um ano. Segundo Cansan, isso acarreta em uma demora de cerca de 120 dias na liberação das comercializações, dificultando as exportações.

    Em 2009 o país vizinho afrouxou as restrições às importações de móveis brasileiros. A decisão representou um recuo do governo Argentino, depois que o Brasil manifestou a intenção de levar o conflito à Organização Mundial do Comércio (OMC) e ao Tribunal Arbitral do Mercosul.

    Fonte: Emobile