• publicado em 11.02.2011
  • Inflação da baixa renda
  • Acelera para 1,4% em janeiro
  • Em dezembro, índice mostrou alta de 0,86%; tarifa de ônibus e curso de educação infantil pré-escolar pesam

     

    A inflação sentida por famílias de baixa renda quase dobrou em janeiro. É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos, e que subiu 1,40% no mês passado, após mostrar alta de 0,86% em dezembro. Com o resultado anunciado nesta sexta-feira, 11, o índice acumula alta de 7,41% em 12 meses.

    A taxa do IPC-C1 em janeiro ficou acima da inflação média apurada entre famílias com ganhos maiores, que têm renda mensal entre um e 33 salários mínimos, mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), e que mostrou alta de 1,27% no mesmo mês. A taxa de inflação acumulada em 12 meses do IPC-C1 também se posicionou acima da apurada para o mesmo período pelo IPC-BR, que subiu 6,21%.

    Das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-C1, apenas duas apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, de dezembro para janeiro. É o caso de educação leitura e recreação (de 0,02% para 3,51%); e transportes (de 0,13% para 5,11%). Estes dois grupos sofreram os impactos, respectivamente, dos reajustes nos preços de tarifa de ônibus urbano (5,52%) e curso de educação infantil pré-escolar (8,43%), em janeiro.

    Os cinco grupos restantes apresentaram desaceleração de preços. É o caso de alimentação (de 1,43% para 1,32%); habitação (de 0,35% para 0,26%); vestuário (de 1,42% para 0,06%); saúde e cuidados pessoais (de 0,73% para 0,27%); e despesas diversas (de 0,59% para 0,45%)

    A FGV informou ainda que, em janeiro, entre os produtos pesquisados para cálculo do IPC-C1, as mais expressivas elevações de preços foram detectadas na já citada tarifa de ônibus urbano; tomate (39,30%); e cenoura (32,78%). Já as mais expressivas quedas foram registradas em limão (-27,44%); feijão carioquinha (-14,16%); e acém (-2,27%).

    Fonte: Estadão