• publicado em 28.01.2011
  • Índice que reajusta aluguel
  • Acumula alta de 11,50% em 12 meses
  • A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços -- Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, teve variação de 0,79% em janeiro, ante alta de 0,69% em dezembro. No acumulado dos últimos doze meses, a variação registrada foi de 11,50%.

    O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

    O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) apresentou taxa de variação de 0,76%. No mês anterior, a taxa foi de 0,63%. O índice relativo aos bens finais variou 0,08%, em janeiro. Em dezembro, este grupo de produtos mostrou variação de -0,46%. Contribuiu para a aceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de -9,09% para -1,14%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de bens finais (ex) registrou variação de 0,17%. Em dezembro, a taxa foi de 0,34%.

    O índice referente ao grupo bens intermediários variou 0,78%. Em dezembro, a taxa foi de 0,83%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 1,18% para 0,90%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de bens intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,79%, ante 0,91%, em dezembro.

    No estágio inicial da produção, o índice de matérias-primas brutas variou 1,50%, em janeiro. Em dezembro, o índice registrou variação de 1,66%. Os principais responsáveis pela desaceleração do grupo foram os itens: aves (8,02% para -2,36%), soja (em grão) (2,58% para 1,13%) e suínos (3,01% para -6,70%). Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como: minério de ferro (-2,24% para 1,07%), laranja (-2,22% para 10,76%) e café (em grão) (5,08% para 9,30%).

    O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) apresentou variação de 1,08%, em janeiro. Em dezembro, a variação foi de 0,92%. Quatro dos sete grupos componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para educação, leitura e recreação (0,42% para 2,75%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o item cursos formais (0,00% para 4,64%).

    Também apresentaram avanços em suas taxas de variação os grupos: transportes (0,57% para 1,94%), despesas diversas (0,44% para 0,95%) e saúde e cuidados pessoais (0,48% para 0,53%). Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: tarifa de ônibus urbano (0,26% para 3,89%), mensalidade para TV por assinatura (0,40% para 2,09%) e salão de beleza (0,76% para 0,86%), respectivamente.

    Em contrapartida, apresentaram decréscimos em suas taxas de variação os grupos: vestuário (0,87% para 0,35%), alimentação (1,96% para 1,47%) e habitação (0,43% para 0,22%). Nestas classes de despesa, destacaram-se os itens: roupas (1,27% para 0,50%), carnes bovinas (6,32% para -0,58%) e aluguel residencial (1,03% para 0,26%), respectivamente.

    O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou, em janeiro, variação de 0,37%, abaixo do resultado de dezembro, de 0,59%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram aceleração: materiais e equipamentos, de 0,09% para 0,22%, e serviços, de 0,25% para 1,21%. Já o índice relativo ao grupo mão de obra passou de 1,08%, no mês anterior, para 0,32%, nesta apuração.

    Fonte: Folha