• publicado em 02.12.2010
  • Produção industrial sobe 0,4%
  • Atividade voltou a subir após dois meses de estabilidade
  • No acumulado em 12 meses, alta é a maior desde o início da série histórica.

    A produção industrial no país apresentou alta de 0,4% em outubro, na comparação com setembro, depois de manter-se praticamente estável nos dois meses anteriores, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção registrou aumento de 2,1%. Apesar de ter registrado avanço, a expansão de outubro é a menor verificada desde novembro de 2009, conformou apontou o instituto, que atribui o resultado ao fato de o mês ter tido menos dias úteis e da base de comparação ter aumentado.

    No acumulado no ano, a alta é de 11,8%, a mesma registrada nos últimos 12 meses (taxa anualizada), segundo o IBGE, alcançando a taxa mais elevada da série histórica.

    Entre todos os setores pesquisados pelo IBGE, 12 registram alta na produção e 15, queda. O aumento da atividade foi obsevado, principalmente nos ramos de farmacêutica (4,9%), outros produtos químicos (2,9%), veículos automotores (1,6%), produtos de metal (5,3%), metalurgia básica (2,7%) e outros equipamentos de transporte (6%).

    Já entre as atividades com resultados negativos, o maior impacto negativo veio de edição e impressão (-12,2%), seguido por alimentos (- 2,1%), indústrias extrativas ( -2,5%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos ( -3,7%) e têxtil ( -3,1%).

    Entre as categorias de uso, apenas bens de consumo duráveis registrou alta, de 2,8%, após ter recuado 1,0% em setembro. As outras categorias tiveram recuos: bens intermediários e bens de consumo semi e não duráveis (ambos com quedas de 0,1%) e bens de capital (0,2%).

    Sobre 2009


    Na comparação com outubro de 2009, 17 das 27 atividades apresentaram crescimento da produção. Os destaques ficaram com veículos automotores (7,4%), máquinas e equipamentos (9,0%), indústrias extrativas (8,6%), produtos de metal (12,7%), outros produtos químicos (4,4%), equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros (22,1%) e minerais não metálicos (4,9%).

    No período, o item bens de capital registrou o maior crescimento, 6%, puxado por bens de capital para transporte (15,8%), seguido por bens de capital para uso industrial (25,3%). As contribuições negativas partiram de bens de capital para energia elétrica (- 25,3%) e para uso misto ( -6,5%).

    No acumulado


    No acumualo no ano, foi registrado crescimento em 25 dos 27 ramos pesquisados, com destaque positivo para veículos automotores (26,7%), máquinas e equipamentos (29,2%) e metalurgia básica (21,5%). Na contramão, produtos do fumo (- 9,3%) e outros equipamentos de transporte (- 2,7%) tiveram desempenho negativas.

    No período, bens de capital teve crescimento de 24%, bens intermediários, de 12,9%, e bens de consumo duráveis, 11,3%, e bens de consumo semi e não duráveis, de 5,9%.

    Fonte: G1