• publicado em 29.11.2010
  • Setor moveleiro
  • Avalia a indicação de Tombini para presidente do BC
  • Presidentes da Abimóvel e Movergs falam sobre a equipe econômica do próximo governo

    Indicado para substituir Henrique Meirelles na presidência do Banco Central, o economista Alexandre Tombini, gaúcho de 46 anos, deverá ser a única modificação na equipe econômica no governo de Dilma Rousseff. Guido Mantega é cotado para continuar a frente do Ministério da Fazenda e Miriam Belchior permanece no Planejamento , Orçamento e Gestão.

    Em entrevista ao portal eMobile, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), José Luiz Dias Fernandez, acredita que a posse de Tombini como próximo presidente Banco Central não irá acarretar em grandes mudanças nos planos econômicos do governo. "Muito provável que poucas modificações irão acontecer. Mesmo assim, considero boa a administração da atual equipe econômica instalada pelo governo Lula. A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para móveis, que alavancou as vendas no setor, fortaleceu a indústria do nosso setor", disse Fernandez.

    Questionado sobre a expectativa da inflação para 2010 estar em 5,58% (acima da meta estipulada de 4,5%, mas dentro dos limites toleráveis), de acordo com dados divulgados pelo próprio Banco Central, Fernandez tem a esperança de que este cenário mude em 2011. "Atualmente a previsão para a inflação está muito alta. O aumento nos custos com matéria-prima e commodities agrava a situação. Espero que no próximo ano essa situação seja resolvida", comentou.

    Na mesma linha de pensamento está Ivan Cansan, presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs). Ele também não acredita que a substituição de Meirelles por Tombini irá gerar profundas mudanças no panorama econômico atual. "A princípio não consigo visualizar um diferencial maior na equipe de economia do próximo governo", declarou.

    Cansan enfatizou que o desenvolvimento industrial do Brasil não depende apenas da condução do Ministério da Fazenda e do Banco Central. Em sua opinião, as diretrizes do governo em si são ainda mais importantes. "É preciso dar um basta nas taxas crescentes de inflação. Além disso, o fundamental é que os agentes políticos viabilizem estratégias de crescimento por meio de financiamentos, empréstimos, facilidades para exportação dos nossos produtos e também efetuar a reforma tributária", finalizou.

    Fonte: Emobile