• publicado em 24.11.2010
  • Bovespa fecha em queda de 2,41%,
  • Pior tombo em mais de 30 dias
  • A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) amargou o seu pior tombo num mês na rodada desta terça-feira, dia de mau humor global. Às preocupações recorrentes com a Europa, EUA e China somou-se a escalada de tensão nas Coreias.

    O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, recuou 2,41%, aos 67.952 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,5 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York ainda não encerrou suas operações - o índice Dow Jones cai 1,30%.

    "Acho que a questão das Coreias serviu mais como um estopim para alguma realização de lucros. Em condições normais, esse tensão deve passar em um ou dois dias, e esse fator deve se dissipar nos mercados", comenta José Raymundo de Faria Jr., diretor técnico da consultoria Wagner Investimentos. Ele lembra que, enquanto a Coreia do Norte realmente tem pouca expressividade econômica, a contraparte capitalista da península é um dos carros-chefes da economia asiática.

    Uma ilha sul-coreana foi alvo da artilharia norte-coreana, o que piorou o já tenso relacionamento entre os dois países da península. O ataque mereceu várias críticas internacionais, e mesmo um tradicional aliado do país comunista, a China, pediu moderação ao regime de Pyongyang.

    O dólar comercial foi cotado por R$ 1,735, em alta de 0,28%. A taxa de risco-país marca 186 pontos, número 4,49% acima da pontuação anterior.

    Entre as notícias mais importantes do dia, o governo americano apontou uma expansão de 2,5% para o PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Economistas contavam com uma variação pouco menor -de 2,4%. Trata-se uma estimativa preliminar, que deve sofrer nova revisão no próximo mês.

    Ainda nos EUA, Os integrantes do Banco Central desse país revisaram para baixo suas projeções para o crescimento da economia americana em 2011, em relação às estimativas divulgadas em junho, ao mesmo tempo em que elevaram suas projeções para a taxa de desemprego neste período.

    E a NAR (associação dos corretores) contabilizou uma queda de 2,2% nas vendas de imóveis usados em outubro nos EUA, em um desempenho pior do que o esperado pelo mercado - analistas já esperavam uma contração, em torno de 1%.

    No front doméstico, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontou uma inflação de 0,86% em novembro ante 0,62% em outubro, pela leitura do IPCA-15, visto como uma estimativa prévia do IPCA, utilizado no regime de metas do governo. No acumulado do ano, o índice está em 5,07% e, nos últimos 12 meses, em 5,47%.

    Fonte: Folha