• publicado em 12.11.2010
  • Índice de aluguel acumula 9,56%
  • Aponta FGV
  • A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços -- Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, subiu 0,79% na primeira leitura de novembro, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Para o mesmo período de apuração no mês anterior, a variação foi de 0,75%.

    No ano, a variação foi de 9,85%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 9,56%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

    O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) registrou variação de 1,02%, nos primeiros dez dias de novembro. No mesmo período do mês de outubro, a taxa foi de 1,00%. A taxa de variação do índice referente a bens finais recuou de 1,55% para 1,10%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 9,67% para -3,20%. No estágio dos bens intermediários, a taxa de variação passou de -0,25% para 0,38%. A maior contribuição para esta aceleração partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de -0,48% para 0,42%.

    O índice referente a matérias-primas brutas registrou variação de 1,80%. No mês anterior, a taxa foi de 2,07%. Os itens que mais contribuíram para a trajetória de desaceleração deste grupo foram: minério de ferro (-3,23% para -7,23%), milho (em grão) (13,61% para 5,03%) e aves (3,87% para -0,77%). Com taxas em sentido ascendente, destacam-se: soja (em grão) (4,84% para 7,08%), bovinos (3,44% para 6,01%) e café (em grão) (-1,28% para 3,91%).

    O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou, no período, taxa de variação de 0,39%. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,31%. Duas das sete classes de despesa componentes do índice registraram acréscimos em suas taxas de variação: alimentação (0,49% para 0,85%) e transportes (-0,21% para 0,58%). No primeiro grupo, as principais contribuições partiram dos itens: hortaliças e legumes (-4,69% para 0,87%), frutas (-1,51% para -0,20%) e carnes bovinas (3,12% para 3,81%); no segundo, gasolina (-0,62% para 1,35%) e álcool combustível (0,76% para 7,91%).

    Em sentido oposto, apresentaram decréscimos em suas taxas de variação os grupos: vestuário (1,19% para 0,86%), habitação (0,33% para 0,12%), saúde e cuidados pessoais (0,21% para 0,01%), educação, leitura e recreação (0,14% para -0,06%) e despesas diversas (0,19% para 0,16%). Nestas classes de despesa, cabe destacar os itens: calçados (1,63% para 0,02%), taxa de água e esgoto residencial (1,33% para 0,00%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,78% para -0,73%), passagem aérea (-2,38% para -5,47%) e clínica veterinária (0,34% para -0,81%), respectivamente.

    O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou, no primeiro decêndio de novembro, taxa de 0,22%. No período de outubro, a taxa foi de 0,12%. O índice que representa o custo da mão de obra apresentou variação de 0,39%, no primeiro decêndio de novembro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice não variou. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,07%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,24%.

    Fonte: Folha