• publicado em 10.11.2010
  • Inadimplência do consumidor cresce 17%
  • Em outubro, aponta Serasa
  • A inadimplência do consumidor teve aumento de 1,8% em outubro na comparação com setembro e de 16,9% no confronto com o mesmo mês no ano passado, segundo o indicador da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira (10/11).

    Já no acumulado dos dez primeiros meses do ano, ante igual período em 2009, houve alta de 3,3%. De acordo com os economistas da entidade, o elevado grau de endividamento e o crescente comprometimento da renda com os débitos, principalmente nas compras para o Dia das Crianças, contribuíram para essa elevação.

    Os economistas da Serasa lembram ainda que, com o crescimento do emprego formal, uma parcela maior de brasileiros receberá 13º salário, o que deve levar muitas pessoas a regularizarem suas dívidas neste final de ano. Com isso, a inadimplência do consumidor tende a se estabilizar até o início do próximo ano.

    Pelo oitavo mês consecutivo, a inadimplência com empresas não bancárias --cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como fornecimento de energia elétrica e água-- registrou expansão, de 8,5% em outubro ante setembro.

    Já as dívidas com bancos apresentaram queda (-1,2%), assim como títulos protestados (-4,6%) e cheques sem fundos (-3,8%).

    Na avaliação da Serasa Experian, diante da falta de informações sobre o perfil das dívidas das famílias e da capacidade de pagamento, o Brasil corre sério risco de enfrentar um cenário de superendividamento.

    Das seis linhas pesquisadas pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) em setembro, dado mais recente, uma teve a taxa de juros elevada e três apresentaram redução. Na média, passou de 6,75% ao mês em agosto para 6,74%, o menor patamar na série histórica, iniciada em janeiro de 1995.

    Outro levantamento da entidade mostrou que 57% dos consumidores pretendem utilizar o 13º salário para pagar dívidas. No ano passado, o índice era superior, de 64%.

    Folha.com