• publicado em 01.10.2010
  • Greve bancários
  • Bancários em greve fazem assembleia
  • Os bancários em greve desde a última quarta-feira realizam nesta sexta-feira uma assembleia para decidir o futuro da mobilização. O sindicato dos bancários informou que ontem a xparalisação fechou 4.895 agências no país, cerca de 25% das 19.800 existentes. Os bancos não se manifestaram sobre as adesões.

    A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Finaneiro) informou que dados foram enviados pelos 26 Estados e Distrito Federal.

    Considerando apenas São Paulo, Osasco e região, de acordo com o sindicato, houve adesão de mais de 28 mil bancários ao movimento, espalhados por 645 agências e 14 centros administrativos. Há 130 mil bancários em São Paulo.

    "A indignação dos bancários com a intransigência dos bancos fez a greve aumentar no segundo dia e a tendência é crescer ainda mais à medida que o tempo vai passando e os bancos não apresentam proposta com avanços econômicos e sociais", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

    A Contraf-CUT também divulgou nesta quinta um comunicado afirmando que os xbancos rejeitaram as propostas em cinco rodadas de negociação e "empurraram os trabalhadores para a greve". "Essa intransigência é incompatível com a situação privilegiada dos bancos", reclama a entidade. "Os bancários continuam abertos à negociação e aguardam uma proposta dos bancos".

    Os bancários informaram que entregaram a pauta de reivindicações no dia 11 de agosto e pedem aumento de 11%, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), vale-refeição, vale-alimentação, auxílio-creche e pisos maiores, além de auxílio-educação para todos e melhores condições de saúde.

    Em nota divulgada na última quarta (29), a Fenaban informou que "a entidade e os bancos manifestam sua firme intenção de adotar todas as medidas legais cabíveis e necessárias para garantir o acesso e o atendimento da população nas agências e postos bancários". A federação destaca ainda que, no início do mês, os bancos têm um maior fluxo de público devido ao pagamento dos aposentados e pensionistas do INSS.

    ALTERNATIVAS

    Os clientes que tiverem dificuldades em pagar contas nas agências devido à greve dos bancários podem recorrer aos canais de atendimento remoto, como os caixas eletrônicos e os correspondentes não bancários como casas lotéricas, farmácias, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

    Para quem tem acesso, os bancos ainda oferecem o serviço na internet.

    Para localizar uma agência ou posto de atendimento bancário em qualquer ponto do país, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disponibiliza em seu site na internet uma ferramenta de busca e localização de endereços.

    DEFESA DO CONSUMIDOR

    A Fundação Procon-SP alerta o consumidor para efetuar o pagamento de faturas, boletos bancários ou qualquer outra cobrança para não ser cobrado de eventuais encargos e para que seu nome não seja enviado aos serviços de proteção ao crédito.

    A recomendação da entidade é entrar em contato com as empresas e solicitar outros locais e formas para efetuar o pagamento. Caso não haja, o consumidor deve documentar a tentativa de quitar o débito, podendo até registrar uma reclamação junto ao Procon.

    O entendimento é que o consumidor não pode ser prejudicado por problemas decorrentes da greve.