• publicado em 20.09.2010
  • Reajuste aposentados
  • Complemento de 7,72% dos aposentados custa R$ 898 milhões
  • Em agosto, o governo pagou a diferença para o reajuste de 7,72% aos aposentados que ganham acima de um salário mínimo, ao custo de R$ 898,4 milhões. O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, lembrou que o ajuste foi retroativo sobre os 6,14% que tinham sido aplicados em janeiro.

    O valor ficou abaixo do que foi divulgado pelo governo, quando os parlamentares aprovaram a elevação do reajuste em junho. A estimativa naquela época apontava para uma elevação de R$ 1,6 bilhão na folha do INSS. Segundo o ministro, a diferença para os 7,72% de reajuste foi aplicada de uma só vez, com impacto inicial nas despesas de agosto.

    O INSS também gastou R$ 1,837 bilhão em adiantamento de metade do 13º salário de 19 milhões de aposentados, que recebem aposentadoria de um salário mínimo. Haverá novo impacto na folha de setembro, com o adiantamento aos benefícios superiores a um salário mínimo.

    As duas despesas extras somaram R$ 2,735 bilhões, provocando impacto sobre o déficit previdenciário de agosto, que ficou em R$ 5,415 bilhões, valor igual ao registrado em agosto de 2009, mas 111,2% reais acima do déficit de julho de 2010.

    O ministro destacou que, sob influência direta do aumento de emprego formal, as contas previdenciárias de trabalhadores do setor privado na área urbana têm registrado superávit. Em agosto, por exemplo, a previdência urbana arrecadou R$ 16,903 bilhões, ante R$ 15,490 bilhões em despesas.

    Já a conta previdenciária dos trabalhadores rurais, principal motivo do déficit da Previdência Social, arrecadou R$ 426,6 milhões. E pagou R$ 3,698 bilhões em benefícios mensais, com recursos do Orçamento da União.

    (Azelma Rodrigues | Valor)