• publicado em 10.09.2010
  • Rotatividade no emprego aumenta no país
  • Segundo diagnóstico encomendado pelo Ministério do Trabalho
  • A rotatividade no mercado de trabalho formal brasileiro aumentou nos últimos anos, e o tempo médio de permanência do funcionário no emprego é de apenas 5,1 anos, segundo diagnóstico encomendado pelo Ministério do Trabalho ao Dieese, informam Julianna Sofia e Ranier Bragon, em reportagem na Folha.

    O estudo, ao qual a Folha teve acesso, mostra que o entra e sai de trabalhadores no mercado no período de um ano passou de 29,6% para 33,9% entre 2003 e 2008.

    E a tendência é de recuo da taxa em 2009 devido à crise no mercado de trabalho provocada pelos abalos na economia--, mas de novo e expressivo aumento neste ano.

    Os principais setores afetados pela alta rotatividade no emprego são a construção civil, a agricultura, o comércio e ainda o subsetor de serviços de comércio e administração de imóveis, de acordo com o documento.

    Uma das hipóteses para o fenômeno é que patrões e empregados simulem a demissão do funcionário para que ele tenha acesso ao benefício social e possa sacar os recursos depositados no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

     

    Folha.com