• publicado em 10.09.2010
  • Emprego na industria cresce pelo 7° mês
  • Crescimento foi de 5,4% em relação ao mesmo período de 2009
  • O emprego industrial em julho teve alta de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme mostra a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES) divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Essa taxa é a mais elevada para meses de julho desde o início da série histórica do instituto, em 2001, além de ser a sexta positiva seguida. Na comparação mensal, de junho para julho, o crescimento foi menor, de 0,3%. Essa é a sétima taxa positiva consecutiva.

    Evolução do emprego industrial mês a mês (Foto: Editoria de Arte/G1)

    Segundo a pesquisa do IBGE, o indicador acumulado no ano é de 2,9% e, nos últimos 12 meses, de -0,5%. 

    Horas pagas
    Quanto ao número de horas pagas, foi registrada queda de 0,3% em julho na comparação com o mês anterior, após cinco meses de taxas positivas. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta no índice mensal foi de 5,7, taxa mais elevada da série, e, no acumulado nos sete primeiros meses do ano, de 3,8%. Nos últimos 12 meses, o indicador tem alta de 0,1%, primeiro resultado positivo desde fevereiro de 2009.

    A principal influência positiva foi observada em São Paulo (5,2%), com destaque para os setores de alimentos e bebidas (8,7%), de meios de transporte (11,4%) e de máquinas e equipamentos (9,5%).

    Em todo o país, o número de horas pagas cresceu em 14 dos 18 setores pesquisados. Os principais destaques vieram de máquinas e equipamentos (12,4%), alimentos e bebidas (4%), meios de transporte (10,4%), produtos de metal (10,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10%) e metalurgia básica (16,6%). Na contramão, as atividades de refino de petróleo e produção de álcool (-7,0%) e de vestuário (-1,7%) exerceram as maiores pressões negativas no total do número de horas pagas.

    Salários
    A folha de pagamento real dos trabalhadores teve avanço de 1,9% em julho, com ajuste sazonal. Em relação a julho do ano passado, o valor da folha subiu 11,2%. De acordo com o IBGE, essa é a maior taxa, em comparações anuais, dos últimos seis anos. A maior alta, na comparação entre meses iguais, havia sido em março de 2004 em relação a março de 2003, com alta de 12,5%. No acumulado do ano, o índice avançou 5,6%.

    Em julho, os impactos mais importantes vieram de São Paulo (5,6%), com destaques para os setores de máquinas e equipamentos (9,1%), refino de petróleo e produção de álcool (37,3%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,4%), e Rio de Janeiro (35,4%), devido aos setores extrativo (100,8%), de refino de petróleo e produção de álcool (123,0%) e de meios de transporte (15,8%).

    Na comparação com julho do ano passado, o valor da folha de pagamento real cresceu em 16 dos 18 ramos investigados, com destaque para indústria extrativa (61,2%), refino de petróleo e produção de álcool (47,4%), máquinas e equipamentos (11,8%), alimentos e bebidas (6,8%) e meios de transporte (7,4%). Na contramão, as duas taxas negativas vieram de papel e gráfica (-1,2%) e de fumo (-0,8%).

    Por regiões
    O emprego industrial cresceu em todos os locais pesquisados. O destaque ficou com São Paulo, que registrou taxa de 3,9% em agosto. Em seguida, apareceram as regiões Nordeste (7,7%) e Norte e Centro-Oeste (8,1%), Rio Grande do Sul (7,1%), Rio de Janeiro (9,0%) e Minas Gerais (4,4%).

    Em São Paulo, 13 setores registraram aumento no nível de emprego. Setores como meios de transporte (7,6%), máquinas e equipamentos (7,7%), têxtil (13,1%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,5%) foram os maiores destaques.

    No país inteiro, 14 dos 18 segmentos pesquisados pelo IBGE aumentaram o contingente de trabalhadores. Excerceram as maiores influências positivas: máquinas e equipamentos (11,7%), meios de transporte (8,8%), produtos de metal (10,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,5%), calçados e couro (8,8%), alimentos e bebidas (2,3%), têxtil (9,2%) e metalurgia básica (13,1%). Na contramão, tiveram queda no nível de emprego os setores de vestuário (-1,3%) e de madeira (-3,0%).

    Do G1, em São Paulo