• publicado em 03.09.2010
  • Expectativa para economia
  • Economia vai crescer pelo menos 7% em 2010, reforça Mantega
  • Economia

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu nesta sexta-feira que a economia brasileira vai ter ao menos 7% de expansão em 2010. "Será um dos maiores PIBs mundiais. Somente poucos países como a China terão PIB maior do que o nosso", disse.

    Ele ressaltou que o desempenho econômico deste ano será o maior em 24 anos. No segundo semestre, porém, é esperada uma desaceleração. Na segunda-feira, Mantega já tinha dito que o PIB brasileiro pode crescer cerca de 7%, a maior expansão desde 1986.

    Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a economia brasileira avançou 1,2% no segundo trimestre, em relação aos três meses antecedentes, e teve ampliação de 8,8% no confronto com um ano antes.

    Contribuiu para esse crescimento o forte aumento na formação bruta de capital fixo, um indicativo de investimentos, com expansão de 2,4% em relação aos três primeiros meses de 2010 e de 26,5% perante o período de abril a junho do ano passado, o maior crescimento desde o início da série histórica do IBGE, em 1996.

    Segundo analistas, os dados indicam que os planos de investimentos das empresas, fortemente afetados pela crise, estão sendo retomados. Na avaliação do sócio-fundador da MCM Consultores, Cláudio Gonçalez, os subsídios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contribuem agressivamente para este cenário.

    Ele observa, porém, que com o incentivo do governo às empresas os investimentos estrangeiros diretos estão caindo. "Não sou contra o subsídio, mas ele precisa ser dado a projetos nos quais não há interesse privado".

    O economista-chefe do Banco Espírito Santo, Jankiel Santos, compartilha dessa opinião. "Nenhuma multinacional vai mandar dinheiro para o Brasil se pode tomar emprestado a baixo do custo do BNDES. Pelo contrário. É mais vantajoso pegar recursos emprestados aqui e mandar os lucros para a matriz já que lá fora as empresas estão tendo de enfrentar a crise".

     

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