• publicado em 28.04.2010
  • Desemprego é o menor em março desde 1998
  • Na comparação mensal, no entanto, taxa teve terceira alta seguida
  • A taxa de desemprego voltou a subir em março, pelo terceiro mês seguido, para 13,7%, no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em fevereiro, essa taxa era de 13,%.

    Apesar da alta na comparação com o mês anterior, a variação é a menor para um mês de março desde 1998, segundo o Dieese. No mesmo mês do ano passado, o desemprego estava em 15,1%.

     

    Veja a variação das taxas de desemprego nas regiões metropolitanas (em %)

     

    Região

    Fevereiro

    Março

    Distrito Federal

    14,1

    14,7

    Belo Horizonte

    9,7

    10,2

    Porto Alegre

    9,6

    9,8

    Recife

    19,0

    19,3

    Salvador

    18,8

    19,9

    São Paulo

    12,2

    13,1

    Total

    13,0

    13,7

     

     

    O número de desempregados nas seis regiões (Distrito Federal, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) foi estimado em 2,767 milhões de pessoas, 149 mil a mais do que em fevereiro. Essa variação foi resultado da eliminação de 137 mil postos de trabalho e da elevação em 11 mil pessoas na população economicamente ativa.

    No terceiro mês do ano, o total de ocupados nas seis regiões pesquisadas foi estimado em 17,423 milhões de pessoas.

     

    Setores e formalidade


    No conjunto das regiões, houve redução de 115 mil postos de trabalho no setor de serviços. O comércio perdeu 55 mil vagas, enquanto o agregado outros setores reduziu o número de empregos em 19 mil. Na outra ponta, a indústria abriu 31 mil vagas, enquanto a construção contratou mais 21 mil trabalhadores.

    No funcionalismo público, houve redução em 0,4% no número de assalariados. Na iniciativa privada, o mês registrou estabilidade no emprego. O número de trabalhadores assalariados com carteira assinada cresceu em 0,5%, enquanto o contingente dos sem carteira teve queda de 2,7%.

     

    Rendimento

     


    Em fevereiro, o rendimento médio real dos ocupados teve ligeira queda de 0,1%, para R$ 1.274. Já o dos assalariados recuou 0,7%, para R$ 1.340.

     

     

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