• publicado em 03.02.2010
  • Mantega propõe pacto para ano eleitoral
  • Ministro quer evitar pertubações na econonia neste ano eleitoral
  • eleição

    Agência Brasil

     

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, propôs um pacto entre o governo e a classe empresarial como forma de evitar “perturbação” na economia neste ano eleitoral. Pela proposta, de um lado, o governo garantiria não fazer alterações na política econômica e do outro, os empresários dariam um voto de confiança na gestão pública.

     

    Mantega ressaltou, no entanto, que não há qualquer risco ou ameaça às projeções de crescimento da economia. “Estamos entrando em um ano eleitoral, e eu acredito que ele não vai interferir nos rumos da economia.”

     

    O ministro disse que o governo não tem intenção de tomar medidas “populistas” visando à disputa presidencial. “Não vai haver nenhuma alteração na nossa conduta por ser um ano eleitoral, e isso significa manter a responsabilidade fiscal e a inflação sob controle, manter a economia crescendo de forma sólida e equilibrada, sem nenhum populismo ou coisa parecida”, reforçou.

     

    Ele fez um alerta aos empresários para que não caiam no “canto da sereia”, o que, conforme advertiu poderia perturbar a “solidez e a tranquilidade existentes hoje na economia”.

     

    Sobre a necessidade de elevação da taxa básica de juros (Selic) como forma de controle inflacionário, o ministro defendeu cautela e ponderação. “É preciso que a inflação dê sinais concretos para que se subam os juros. Caso contrário, não será necessário.”

     

    Na opinião de Mantega, o aumento da inflação observado em janeiro está dentro da normalidade para a época e não exige, por enquanto, nenhuma medida de contenção. Quanto à queda de 7,9% na produção industrial, apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ministro disse que o resultado não deve servir de empecilho para que se continue apostando no crescimento econômico.