• publicado em 09.11.2009
  • Programa de conservação respiratória
  • Os exames são feitos todas as quartas e sextas-feiras
  • espirometria

    Monaliza Pelicioni

     

     A espirometria é um exame que mede volumes e capacidades pulmonares, a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões, e com que velocidade este ar sai dos pulmões.

    Na indústria de móveis, deve ser realizado na admissão do trabalhador, ter uma periodicidade de dois anos e repetido no desligamento do funcionário, sempre que este ter contato com pó ou poeira.

    A fisioterapeuta Alessandra Zanovelli Publio, responsável pela realização do exame na Associação/Sindicato, explica que a espirometria é feita por meio da utilização de um aparelho específico, espirômetro, que fornece gráficos, para análise de curvas e medidas, além de valores de referência comparativos da população brasileira. “Pedimos aos pacientes que façam uma expiração máxima após uma inspiração profunda, no aparelho, para que os valores sejam registrados”, disse.

    Segundo a fisioterapeuta, esse procedimento leva em média de 15 a 20 minutos, dependendo do entendimento e colaboração do paciente.

    Na medicina ocupacional, de acordo com a LEI 6514 DE 22/12/1977, NR7 PORTARIA 3214 DE 08/06/1978 e PORTARIA 19 DE 09/04/1998, todos os trabalhadores expostos a risco ocupacional de aerodispersóides não fibrogênicos (fumos, fumaças, gases e poeiras em geral) devem ser monitorados com este exame complementar.

    A profissional afirma que o objetivo do exame é manter os trabalhadores sadios, com o propósito de detectar alterações precoces; promover seguimento longitudinal de grupos expostos. Atestar exames admissionais, com o propósito de estabelecer o padrão da normalidade pré-exposição ou detectar alterações que contra-indiquem agentes potencialmente capazes de agravar o quadro; avaliar trabalhadores sintomáticos respiratórios; diagnosticar e avaliar as incapacidades pulmonares; acompanhar a evolução de uma patologia no decorrer do tempo.

    A espirometria é realizada por meio do PCR programa de conservação respiratória, um dos projetos do programa de segurança e medicina do trabalho, implantado na Airvo/Sindimob no início de 1997. No primeiro ano, ele contava apenas com os serviços profissionais de um técnico de segurança e um médico do trabalho.

    Hoje, a equipe é composta por uma fonoaudióloga, que realiza audiometria – exame que constata qual é a capacidade auditiva do funcionário; por um engenheiro de segurança, que elabora os laudos de insalubridade e periculosidade; um médico do trabalho, que é o responsável pela saúde ocupacional; uma técnica de segurança, responsável pela auditoria das empresas associadas e uma fisioterapeuta, que desenvolve os exames de espirometria.

    De acordo com a técnica de segurança do programa, Lussandra Zanardi, o objetivo é atender às exigências da Legislação. “A proposta era inédita. E, para que obtivesse êxito, deveria ser aplicada gradativamente e por etapas. Primeiro, a conscientização do empresário quanto à necessidade e importância do programa. Em seguida, o reconhecimento, antecipação e avaliação quantitativa e qualitativa dos riscos”, afirma.

    Para o presidente da Airvo/Sindimob, Sérgio Luiz Braga, a implantação do programa de segurança e medicina do trabalho foi de acordo com as normas regulamentadoras do ministério do trabalho e da previdência social. “O objetivo é orientar e ajudar o empresário a cumprir a legislação de forma precisa”, finalizou.