• publicado em 09.05.2018
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  • Sebrae aponta estratégias para o setor
  • Devido à evolução da concorrência no setor de móveis, compreender o cenário e desenvolver a competitividade são fatores essenciais para que as empresas possam conquistar novas oportunidades. Entre outros aspectos, o Relatório de Inteligência produzido pelo Sebrae aborda como a Indústria 4.0 pode auxiliar os pequenos negócios a se desenvolverem e se destacarem no mercado moveleiro.

     

    Segundo o Sebrae, a produção de móveis no Brasil aumentou cerca de 18,47% entre 2012 e 2016. No mesmo período, foi registrado retração de 16,60% nas exportações e de 19,41% nas importações, tendo um ligeiro aumento no ano de 2017. Ao analisar esses dados, o relatório indica uma baixa flutuação no aumento da produção, o que denota uma estabilidade do mercado. Portanto, o desenvolvimento e profissionalização da gestão, aliados à adoção de diferenciais logísticos, tornam-se essenciais para que os pequenos negócios possam se desenvolver tanto no mercado moveleiro nacional quanto internacional.

     

    A região Sul, assim com São Paulo e Minas Gerais, é destaque no número de empresas deste setor. Só em Santa Catarina são registradas 2.798 moveleiras (12,44% do setor nacional). Os dados do relatório revelam um fortalecimento da cadeia produtiva nessas regiões, ao mesmo tempo que demanda uma maior profissionalização dos fabricantes devido à alta concorrência.

     

    Mercado interno de móveis

    O mercado interno de móveis representa uma grande oportunidade para as empresas do setor. Por isso, os empreendedores devem estar atentos à dinâmica do mercado nacional para que possam identificar as oportunidades e adequar o negócio às principais demandas.

     

    Entre os tipos de móveis produzidos, a região Sul é destaque, principalmente, na fabricação de móveis de madeira. Santa Catarina se sobressai pelo número de empresas e empregados, o que fortalece a cadeia produtiva regional.

     

    Outro aspecto relevante e que influencia o mercado nacional é a sazonalidade na venda de móveis, uma vez que uma maior ou menor demanda impacta em questões cruciais, como a alocação de matérias-primas, faturamento e disponibilização de maquinários e funcionários.

     

    Mercado externo de móveis

    Com parceiros estratégicos e uma cadeia produtiva estruturada e otimizada, os empreendedores também podem comercializar seus produtos para outros mercados. Mas a participação no mercado internacional apresenta desafios aos pequenos negócios, como as exigências dos países consumidores e as condições logísticas para tal empreitada.

     

    As empresas de móveis contam com um mercado de exportação desenvolvido em Santa Catarina. Em 2017, de acordo com o relatório do Sebrae, as empresas do estado faturaram US$ 236,24 milhões com exportações. Santa Catarina é destaque em exportação tanto para os Estados Unidos como para o Reino Unido, correspondendo por 62,62% e 52,89% das exportações brasileiras para estes dois países, respectivamente, o que revela dois mercados internacionais com uma maior maturidade e estabilidade.

     

    Ainda segundo o relatório, os móveis de madeira utilizados em quartos de dormir equivalem a 55,67% das exportações de Santa Catarina, sendo um mercado estruturado e em potencial para as empresas.

     

    Indústria 4.0 no setor moveleiro

    Para que as empresas de móveis aproveitem as oportunidades, tanto do mercado interno quanto externo, contar com um processo logístico bem desenvolvido torna-se fundamental. Neste contexto, a Indústria 4.0 é uma das grandes revoluções para o processo produtivo, moldando em larga escala a forma como as empresas se relacionam com toda a cadeia.

     

    O conceito de Indústria 4.0 surgiu na Alemanha e se traduz nas “fábricas inteligentes”, em que se articulam os sistemas físicos e virtuais que, conectados à rede, desenvolvem as cadeias de valores e permitem uma maior integração com clientes e parceiros, gerando produtos com elevado valor agregado. O termo “4.0” identifica uma quarta revolução industrial, movida pelas tecnologias da “internet das coisas”, como a automação e a inteligência artificial.


    crédito foto:- divulgação