• publicado em 15.03.2013
  • IGP-10
  • IGP-10 desacelera em março e acumula alta de 8,01% em 12 meses
  • O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou variação de 0,22% em março ante o mês imediatamente anterior, quando o índice variou 0,29% frente a janeiro, conforme divulgou hoje (15/03) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Apesar da desaceleração evidenciada nos três primeiros meses do ano, já que na leitura de janeiro o índice apresentou taxa de 0,43%, o ritmo de expansão para o inicio do ano é maior do que o observado em 2012. No acumulado do ano, o IGP-10 avançou 0,93%, enquanto que em 2012 a variação para tal período era de 0,39%. No acumulado de 12 meses, o IGP-10 variou 8,01%.

    O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) – correspondente a 60% do IGP-10 - avançou 0,11% em março, após registrar variação de 0,05% em fevereiro. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 1,18% em março ante fevereiro, quando o IPA expandiu 1,45%. Os Bens Intermediários, por sua vez, mostraram recuo de 0,17% no período, após avanço de 0,59% em fevereiro. O grupo de Matérias-Primas Brutas passou de -2,11% em fevereiro para -0,81% em março.

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – equivalente a 30% do IGP-10 - passou de 0,79% em fevereiro para 0,49% em março. Houve decréscimo em 4 das 8 classes pesquisadas, com destaque para os grupos Alimentação (de 2,06% para 1,26%) e Educação, Leitura e Recreação (de 2,64% para 0,44%), além de Despesas Diversas (de 3,42% para 0,34%) e Vestuário (de 0,25% para -0,04%).

    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) – correspondente a 10% do IGP-10 – registrou avanço de 0,37% em março, ante 0,84% em fevereiro. O grupo Material, Equipamentos e Serviços variou 0,41% em março, após expandir 0,59% no mês anterior. Já o custo da Mão de Obra apresentou expansão de 0,32% neste mês, ante 1,08% em fevereiro.

    IBC-Br supera as expectativas e cresce 1,29% em janeiro

    O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) divulgado hoje (15/03) pelo Banco Central apresentou expansão de 2,73% em janeiro de 2013 frente ao mesmo mês do ano anterior. Na comparação com dezembro, houve expansão de 1,29%, já expurgados os efeitos sazonais, enquanto que no acumulado de 12 meses a variação foi de 0,70%.

    O resultado do IBC-Br de janeiro na comparação com dezembro de 2012 foi superior ao esperado, já que as previsões do mercado e do DEPECON/FIESP apontavam para um crescimento de 0,8%. Essa diferença entre o crescimento efetivo do IBC-Br na margem e as previsões pode ser explicada em grande medida pela revisão realizada no resultado de dezembro, que registrou variação de -0,45%, valor bastante inferior ao divulgado no mês passado, na ordem de 0,26%.

    Zona do Euro: inflação anual desacelera e termina fevereiro em 1,8%

    A inflação anual da Zona do Euro fechou fevereiro em 1,8%, levemente abaixo do resultado de janeiro (2,0%), indicando uma desaceleração do crescimento do nível de preços da região. A taxa registrada no ano passado foi de 2,7%, e a inflação mensal registrada em fevereiro de 2012 foi de 0,4%.

    Em fevereiro de 2013, as menores taxas de inflação anual foram observadas na Grécia (0,1%), em Portugal (0,2%) e na Letônia (0,3%), enquanto que as maiores altas foram verificadas na Romênia (4,8%), na Estônia (4,0%) e na Holanda (3,2%). Na comparação com janeiro deste ano, a inflação anual decresceu em dezessete países-membros, permaneceu estável em três e cresceu em seis.

    Os maiores impactos positivos na inflação anual da Zona do Euro vieram dos itens eletricidade (0,17 p.p.) e frutas e tabaco (0,07 p.p. cada), enquanto que os maiores impactos negativos partiram de telecomunicações (-0,22 p.p.), serviços médicos e paramédicos (-0,08 p.p.) e roupas (-0,07 p.p.).

    A inflação anual da União Europeia foi de 2,0% em fevereiro, um pouco inferior à taxa de janeiro (2,1%).

    As informações referentes ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC, ou CPI na sigla em inglês) da Zona do Euro e da União Europeia foram divulgadas hoje (15/03) pelo departamento de estatísticas da região, o Eurostat.