• publicado em 26.06.2012
  • Leia ‘Humanidade 2012’
  • Artigo de Paulo Skaf no Diário de S.Paulo
  • 26 de junho de 2012

     

    O jornal Diário de S. Paulo publicou na segunda-feira (25/06) um artigo de Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que resume a visão da entidade sobre os desafios da humanidade com relação ao desenvolvimento sustentável.

    Leia a íntegra do texto:

    Humanidade 2012

    Sim, somos diferentes. Em gênero, na história cultural dos povos, na fé e nas religiões, nas necessidades especiais, na orientação sexual, nos traços raciais. Preservar, respeitar e promover essas diferenças garante a mais valiosa característica da humanidade: a diversidade.  Somos diferentes, mas não podemos continuar desiguais.  A desigualdade de oportunidades e direitos entre os seres humanos é insustentável.  Essa é a posição que levamos aos debates da Rio+20,  como contribuição dos setores produtivos, no documento “A Desigualdade é Insustentável”.

    A humanidade precisa criar condições dignas de trabalho a todos, combater o trabalho escravo, forçado e infantil; assegurar salários iguais para funções iguais e garantir o justo acesso das mulheres ao mercado de trabalho, à educação e ao sistema político; valorizar a riqueza cultural dos povos; assegurar ampla liberdade religiosa, política e de opinião; garantir direitos aos portadores de necessidades especiais; respeitar e garantir direitos às minorias também quanto à sua orientação sexual; combater e criminalizar a discriminação racial.

    O Brasil tem progredido na implantação de políticas sociais e na garantia dos direitos. Leis foram aprovadas para assegurar igualdade de direitos às mulheres e criminalizar a agressão doméstica e social. Povos indígenas têm sua riqueza cultural preservada pela demarcação das suas áreas de reservas territoriais. Leis criminalizaram o racismo. Códigos e regulamentações garantem a acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. Nossa mais alta Corte reconheceu o direito constitucional às uniões estáveis entre parceiros do mesmo sexo. A Constituição garante ampla liberdade religiosa e de culto.

    Uma agenda que promova a igualdade só se tornará realidade por meio de ações viáveis e concretas de inclusão social, do desenvolvimento econômico equilibrado entre todos os países, da valorização da diversidade humana e equidade de gênero e da preservação da biodiversidade do planeta.

    O futuro da humanidade na Terra depende das decisões tomadas agora.  Conhecemos os caminhos corretos. É preciso percorrê-los.

    Paulo Skaf é presidente da  Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ) e do  Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo)