• publicado em 20.06.2012
  • Espanhóis falam sobre a Energia Limpa
  • Votuporanga pode ser a primeira usina fotovoltaica do país
  • Propondo uma abordagem sobre meio ambiente e sustentabilidade, a presidente da Airvo/Sindimob (Associação Industrial da Região de Votuporanga/Sindicato das indústrias do Mobiliário), Adelia Porto, e demais diretores, ofereceram para autoridades, empresários e industriais na noite de segunda-feira a palestra “Campanha de Valorização da Energia Limpa”. O empresário espanhol Pedro Vaquer Brunet, acompanhado de Jaime Sureda Boninn, apresentou a proposta para implantação de energia do sol (fotovoltaica).

    A presidente Adelia Porto abriu o evento, agradecendo a presença de todos. Ela destacou que este é o momento de tomar atitudes para cuidar melhor do planeta.

    O prefeito de Votuporanga, Junior Marão, disse que o país está começando a enxergar de forma mais clara a energia do sol, tanto que o Ministério de Minas e Energia e o Governo Estadual já conhecem este tipo de tecnologia. Relembrou que já esteve em uma feira na Alemanha, onde pode ver como o sistema fotovoltaico funciona. “O Brasil ainda não tem essa tecnologia grandiosa, mas está prestes a ser inserida, aqui em Votuporanga, a primeira usina fotovoltaica, o que deixa nossa cidade em destaque nacional”, reforçou.

    Marão falou que como administrador público fica muito feliz em ver que empresários de fora do país acreditam no potencial da cidade. “Espero que em breve este projeto dê grandes frutos e possamos dar notícias dele”, falou.

    Pedro Brunet disse que já se considera “votuporanguense-espanhol”, devido a tamanha familiaridade que possui com os moradores. Comentou que conheceu Votuporanga através do Divaldinho, do Grupo Espírita Maria de Nazaré e vem todo mês para cá. Acrescentou ainda que soube dos trabalhos da Airvo/Sindimob em recentes reuniões com o prefeito, que sempre destacou a importância da representatividade da indústria local.

    Ele conta que existe a necessidade do Brasil pensar na sustentabilidade, tanto que ocorre a Rio+20, evento de repercussão mundial. “O país é muito privilegiado e deve-se aproveitar tudo o que ele oferece como a forte energia do sol”, destacou.

    Falou que nos últimos quatro anos estão acontecendo investimentos do grupo na cidade, para que Votuporanga receba a usina de energia fotovoltaica. Ele explicou que o projeto ainda está pendente porque espera do Ministério autorização para que inicie os trabalhos. “O local já está estruturado na cidade. Se amanhã for emitido um leilão para que a usina concorra a licitação para o fornecimento de energia, esse projeto já está pronto”, disse. Contou ainda que os deputados João Dado (federal) e Carlão Pignatari (estadual), apoiam a iniciativa da vinda da usina.

    Brunet destacou que defende a energia do sol e apresentou argumentos para que os empresários locais possam se interessar em adaptar em suas indústrias e estabelecimentos. Além de ser uma energia sustentável e limpa, oferece economia para quem a adquire. Em 30 anos de vida útil das placas e sistema de implantação, cada usuário poderá ter uma poupança devido a economia na conta de energia. Ele exemplificou que se uma indústria em 30 anos pagar R$ 500 mil pelo uso do sistema voltaico, haverá uma poupança de R$ 350 mil (cerca de 50% a 70% de economia no respectivo período). “Não queremos convencer somente pelo meio ambiente, mas sim, pela economia”, destacou, citando ainda que a instalação das placas é uma obra de apenas alguns meses. O investimento inicial é para 30 anos, e o retorno começa a ser notado aos 12 anos de funcionamento e acrescentou que nos próximos 30 anos existirão novas estratégias sustentáveis para o uso correto de energia. “É um ciclo que nunca terminará, só dependerá de cada um de nós”, disse.

    Dúvidas

    A plateia interagiu bastante com o palestrante espanhol. Uma empresária perguntou sobre qual seria a diferença do aquecimento escolar com a energia fotovoltaica. Brunet esclareceu que o aquecimento solar não produz energia (a água somente é esquentada pelos tubos).

    Outra dúvida da plateia foi que se as placas aguentariam fortes chuvas como, por exemplo, a de granizo. “Foram realizados experiências e as placas suportaram uma bola de tênis jogada a 40 km/h”, respondeu, acrescentando que a garantia é de 25 anos e existe um seguro anual do fabricante das placas.

    Também é possível acompanhar o consumo/produção diário de energia, por meio de um sistema de monitoramento para controle por computadores. Não é possível o armazenamento de energia, assim como a venda. “O que não é pago, vira economia”, reforçou.

    Sobre a produção e consumo esclareceu que a energia não pode ser armazenada: é jogada na rede e os consumidores só pagam o excedente do consumo, economizam assim na conta.

    Após a palestra, foi servido um coffe-break onde o assunto predominante continuou a ser energia limpa. Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas com Cristina, Donizete e Edinho no Escritório Dafon pelo (17) 3421-6778.

     

    Karolline Bianconi de Souza

    Assessoria de Imprensa Airvo/Sindimob

    (17) 3421-4077