• publicado em 03.04.2012
  • Airvo/Sindimob apoia “Grito de Alerta”
  • Encontro acontece dia 4 na Assembleia Legislativa
  •  A Airvo/Sindimob (Associação Industrial da Região de Votuporanga/Sindicato das Indústrias do Mobiliário) apoia a manifestação regional em defesa da produção e do emprego, conhecido como “Grito de Alerta”. O encontro acontece a partir das 10h do dia 4 de abril, na Assembleia Legislativa. A expectativa é de reunir mais de 100 mil pessoas.

    O manifesto itinerante une trabalhadores e industriais no intuito de chamar a atenção do governo para o eminente risco de desindustrialização que o país corre.

    O fraco desempenho da indústria brasileira e a redução de sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) para 14,6% em 2011 (ante 27% em 1985) motivaram a realização de atos em diversas cidades brasileiras. A primeira manifestação levou mais de 10 mil pessoas às ruas de Porto Alegre na tarde de segunda-feira (26/03).
    Na quarta-feira (28/03), o movimento chegou em Florianópolis. Em Curitiba, no dia 3 de abril; e em Brasília, no dia 10 de maio.
    “Precisamos reverter esse grave processo de desindustrialização que ameaça nossos empregos e prejudica toda a economia”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).
    Na semana passada, Skaf se reuniu em Brasília, com a presidente Dilma Rousseff e líderes dos maiores grupos empresariais do país para discutir as dificuldades do setores produtivos. O encontro aconteceu no Palácio do Planalto e contou com também com as presenças dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio).
    “A presidente saiu sensibilizada com a situação da indústria de transformação. Ela entendeu que o segmento precisa de uma atenção especial neste momento, por questões conjunturais que roubam a competitividade brasileira, como câmbio, juros altos, custo de energia, impostos, burocracia, logística, entre outros”, declarou Skaf ao fim da reunião.

     

    Grito de alerta contra a desindustrialização ecoa pelo Brasil


    A Fiesp e o Ciesp mantêm constante parceria com as centrais sindicais e sindicatos de trabalhadores, além das dezenas de representações patronais. Juntas, as entidades compõem um uníssono “grito de alerta” contra o acelerado processo de desindustrialização pelo qual o país vem passando. Há anos o setor sofre com a “invasão” de produtos importados, que reduz drasticamente a participação da Indústria no PIB, derruba a produção nacional e diminui muito a geração de empregos.

    Em 1985, o PIB da Indústria era responsável por mais de 27% do PIB do país e, hoje, essa proporção é inferior a 15%. Em 2011, o crescimento da indústria de transformação no Brasil foi de 0,1% e, para 2012, a previsão é de 0,0%. Este cenário de estagnação é extremamente grave, uma vez que o consumo interno cresce continuamente, denotando a substituição de produtos brasileiros por importados nas prateleiras.

    Apesar de a Indústria ser competitiva, moderna e produtiva da porta para dentro, pesam contra a fabricação brasileira: o câmbio desfavorável; a taxa de juros entre as mais altas do mundo; a maior conta de energia para o consumidor – em detrimento do menor custo de produção do planeta –; os elevados spreads bancários; a infraestrutura deficiente; a altíssima carga tributária; e, como se não bastasse, a “Guerra dos Portos”, que favorece a importação e exporta nossos empregos por meio de descontos de ICMS oferecidos a produtos importados por alguns estados, uma prática tão desleal quanto ilegal em todo o país.

    Com todos esses “incentivos” ao importado, a consequência só poderia ser a “invasão” estrangeira no mercado nacional, aproveitando o crescimento recente da renda do brasileiro, que elevou o consumo das famílias num mundo que patina na crise das economias centrais. (Europa, Estados Unidos) e diminuição do ritmo de crescimento chinês.

    Por tudo isso, este mês, o “Grito de Alerta Contra a Desindustrialização” vai ganhar as ruas de diversas capitais pelo país afora. É importante que todos participem desta que é uma luta não só de industriais e industriários, mas de todos os brasileiros que de alguma forma são impactados.

    Apesar de a crise internacional não ter atingido diretamente o Brasil, já estamos sofrendo algumas consequências. Entre elas, empregos qualificados deixando de ser criados e migração de empresas brasileiras para o exterior em busca de custos de produção mais baixos e cenários macroeconômicos mais favoráveis.

    Para reverter esse grave quadro, as entidades FIESP/CIESP , CNM/CUT, UGT, Força Sindical, CTB e CGTB, Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e representantes das entidades patronais Fiergs, Abimaq, Simvep, Sinafer, Simefre, Sinditextil/ABIT, Sinproquim, Sicetel, Abrinq, Fecomercio, Abiquim, Abipeças, Abinee, Sindiroupas, Siaesp, Sindiplast, Sindipeças e Siniop estão organizando, a partir deste mês, uma séries de manifestações por diversas capitais do país. Fonte: Fiesp.com