• publicado em 28.03.2012
  • IPI: redução favorece a indústria
  • Adelia acredita que medida pode melhorar o crescimento do país
  • Para a presidente da Airvo/Sindimob (Associação Industrial da Região de Votuporanga/Sindicato das Indústrias do Mobiliário), Adelia Porto, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) favorece a produção industrial brasileira. “Acredito que com essa medida a indústria de transformação, que vem apresentando resultado negativo, possa ter alguma chance para melhorar o crescimento, mas só isso não basta. É preciso que o governo federal tome as medidas urgentes quanto à chamada Guerra dos Portos, que faz alguns estados ganharem muito, pois que permitem a importação de produtos com zero de imposto e assim contribuíram, até o momento, com a eliminação de mais de 650 mil vagas de empregos que deveriam ser criados”, disse. O ministro Guido Mantega anunciou nesta segunda-feira, dia 26/3, a redução do IPI para móveis, que passará de 5% para zero. Ele participou da reunião de diretoria da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), onde ouviu demandas, críticas e propostas para reverter o processo de desindustrialização em curso no Brasil.

    Skaf destacou a boa vontade do ministro e assegurou que a entidade vai colaborar com o governo na construção de uma agenda positiva. “Temos que aproveitar essa aproximação com o ministro para ampliar os pontos de contato entre o setor produtivo e o governo. Com mais interlocução, conseguiremos melhores resultados”, afirmou o presidente das entidades.

     

    Opinião

    Questionada sobre quais seriam as estratégias que a indústria poderá fazer para alavancar o setor, Adelia deu sua opinião. “A indústria tem feito a sua lição de casa, agora é a vez dos governantes fazerem a deles, além de por um fim a este transito livre de mercadorias importadas é preciso agilizar as reformas tributária, fiscal e política para que o país realmente cresça com ética”.

    Ela acredita que a redução do IPI para as indústrias de Votuporanga dará ânimo para o setor. Para encerrar, Adelia conta se irá, como presidente  da  Airvo/Sindimob, propor alguma mudança para que a Fiesp possa "proteger" o setor. “Na verdade não seria ‘proteger’ o setor, mas fazer o que é justo. Na Fiesp , onde os presidentes de sindicatos se reúnem uma vez por mês , temos o presidente Paulo Skaf e uma  excelente equipe buscando soluções para melhorar a indústria em geral. Eu sempre acredito que tudo vai melhorar, mas acho que  este caso da  Guerra dos Portos é um caso extremo e deveria ser levado ao Supremo Tribunal, pois a desindustrialização do Brasil precisa ser evitada a qualquer custo.  Gostaria de lembrar que a industria moveleira do Brasil gera milhares de empregos e contribui para o conforto de nossa vida.Então, vamos defendê-la.Você consegue imaginar sua casa sem um sofá, uma cadeira, um colchão?”, finaliza.

     

    Empresários estão otimistas

    Os empresários de Votuporanga estão otimistas com a notícia divulgada na manhã desta terça-feira. Para Marcos Vinícius Borges, a iniciativa deveria ter ocorrido quando a linha branca foi beneficiada. “Além disso, acredito que o mercado irá reagir bem”, destacou.

    O vice-presidente da Airvo/Sindimob, Sérgio Braga, também comemora a medida. “Quando o governo concedeu este tipo de apoio para a linha branca na época, nós, moveleiros, nos sentimos desprestigiados. Esta medida é importantíssima, porque veio em boa hora. Isso vai trazer a redução de preço final ao produto do consumidor e melhorar a venda. O setor está comemorando com muito entusiasmo a redução”, falou.  

    O diretor financeiro das entidades, Fabiano Possoni, acredita que o consumidor final entenderá isso como incentivo. “Tem tendência em aquecer o mercado”, disse.

     

    Linha branca

    A desoneração para a linha branca entrou em vigor em 1º de dezembro de 2011. O imposto para fogão passou de 4% para zero; geladeira, de 15% para 5%; máquina de lavar, de 20% para 10%; e máquina de lavar semi-automáticas (tanquinho), de 10% para zero. A medida só vale para produtos com selo “A” de eficiência energética do Inmetro. O governo federal prorrogou por mais três meses a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidentes sobre refrigeradores, congeladores, máquinas de lavar e secar de uso doméstico e fogões de cozinha, itens da chamada linha branca. O prazo encerraria no dia 31 de março de 2012 e agora foi estendido para 30 de junho.

     A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, por meio de Decreto, nesta segunda-feira, 26 de março. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o objetivo é estimular a economia. “Em contrapartida à desoneração, os setores beneficiados terão que garantir a manutenção dos empregos”, disse o ministro em entrevista coletiva.

    “Com essa medida estimamos que o setor cresça entre 8% a 10% de faturamento, no período de três meses, sinalizando uma ótima recuperação para toda a cadeia produtiva do setor moveleiro” finaliza José Luiz Diaz Fernandez, presidente da Abimóvel.

     

    Karolline Bianconi

    Assessora de Imprensa da Airvo/Sindimob

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